Monthly Archives: abril 2016

Chocolate pode provocar danos à saúde dos animais e até levar à morte

Gatos não costumam se entusiasmar com o doce, mas também podem ter problemas (Foto: Divulgação)

Substância presente no doce provoca vômito, arritmia cardíaca e coma.
Especialista afirma que a dose letal é a partir de 250 mg por quilo.

Quando falamos em Páscoa, ele logo vem à mente: o chocolate. Ao leite, meio amargo, branco… a variedade é enorme. E muitos donos de pets não resistem ao olhar meigo dos bichinhos e acabam dando um pouco do doce para eles. Mas o que muitos não sabem é que dar chocolate para cães e gatos pode provocar sérios danos à saúde e até levá-los à morte.

O que faz mal para os animais é uma substância presente na guloseima, a teobromina. Segundo Carla Berl, veterinária e diretora de uma rede de hospitais veterinários, chocolates mais escuros, puros e concentrados contêm níveis mais elevados de teobromina, o que os torna ainda mais perigosos para os bichinhos. “A dose tóxica para cães é em torno de 100 a 150 mg por quilo e a dose letal situa-se entre 250 e 500 mg por quilo. Gatos também podem ter problemas ao ingerir chocolate, mas eles não costumam se entusiasmar muito pelo doce”, explica.

Carla Berl, veterinária e diretora de uma rede de hospitais veterinários (Foto: Arquivo pessoal)Carla Berl, veterinária e diretora de uma rede de
hospitais veterinários (Foto: Arquivo pessoal)

A veterinária conta que os principais sintomas de intoxicação, tanto em cães quanto em gatos, são vômito, diarreia, náuseas, arritmias cardíacas, polidipsia e poliúria (que é quando o animal bebe água e urina mais do que o normal, respectivamente). Convulsão e hemorragia intestinal podem ocorrer em casos mais graves. Quando a teobromina é ingerida em grandes quantidades, segundo a veterinária, pode haver excitação e hipertensão moderada nos animais.

“Na prática, não devemos dar nenhuma quantidade de chocolate para os animais”, alerta a nutricionista Carla Maion. “Para eles, não é um alimento necessário ao dia a dia e, sabendo que podemos ter riscos, nenhuma quantidade é recomendada”, afirma.

A veterinária afirma que raças de pequeno e médio porte são mais sensíveis e que animais jovens e filhotes costumam ingerir mais chocolate porque são curiosos e querem provar de tudo. “Os sintomas de intoxicação podem se iniciar em poucos minutos ou até mesmo no dia seguinte. Isso irá variar de acordo com a sensibilidade do animal”, afirma Carla Maion, nutricionista da mesma rede de hospitais.

“Não existe um antídoto para a intoxicação com teobromina e o tratamento deve ser realizado de acordo com o sintoma apresentado pelo pet. Se a ingestão for recente, até três horas, a indução ao vômito deve ser instituída, seguida de lavagem gástrica e hidratação”, explica a nutricionista. Ela conta que em casos mais graves, onde o animal pode apresentar convulsões, paradas cardiorrespiratórias e coma, é recomendada a internação.

Chocolates especiais para cães
Mas se você não consegue resistir à carinha do seu cão pedindo chocolate, saiba que existem no mercado algumas opções. São os chocolates feitos especialmente para os cães. A nutricionista explica que esses produtos são isentos de cacau e que, por isso, não têm a teobromina, substância que faz mal para os pets.

“Os chocolates para cachorro já existem há alguns anos e fazem muito sucesso, pois suprem a vontade do tutor em oferecer um mimo ao seu cão, sem trazer riscos”, explica a nutricionista.
Mas ela afirma que esses doces são enriquecidos com aromas e corantes similares aos de chocolate tradicional, o que os torna muito calóricos. “São petiscos riquíssimos em açúcares e em gorduras. Sendo assim, o tutor deve controlar a oferta e, ainda mais, caso o animal seja sedentário ou já se apresente acima do peso.

Animais diabéticos não devem consumir também, bem como alguns animais sensíveis à ingestão de alimentos ricos em gordura e podem passar mal após a ingestão destas guloseimas. Caso o tutor já tenha ciência dessa sensibilidade, melhor evitar o consumo”, alerta. “Em caso de duvidas, consultar sempre o médico veterinário”, finaliza a nutricionista.

Interessados em doar cães e gatos podem se inscrever em Sorocaba

Feira ocorrerá nos dias 14 e 15 na praça Dirceu Doretto.
Não serão aceitos animais que não foram cadastrados.

Expectativa é que aproximadamente 10 animais sejam adotados (Foto: Divulgação)
Cães e gatos serão doados em feira nos dias 14
e 15 (Foto: Divulgação)

Os moradores de Sorocaba (SP) interessados em doar filhotes de cães ou gatos podem se inscrever a partir desta sexta-feira (8) para participar da feira de adoção, que é realizada mensalmente pela Seção de Controle Animal da Divisão de Zoonoses. O evento ocorrerá nos dias 14 e 15 de abril, das 9h às 16h, na praça Dirceu Doretto, no Campolim.

As vagas são limitadas. Os interessados devem entrar em contato até a próxima quarta-feira (13) pelo telefone (15) 3222-2484 ou ir à Seção de Controle Animal, que fica na rua Rosa Maria de Oliveira, 345, no Jardim Zulmira.  Os horários de atendimento são das 9h às 11h, e das 13h às 16h. No dia da feira não serão aceitos animais que não estiverem previamente cadastrados.

Quem fizer a inscrição deve deixar os cães e gatos no local do evento por volta das 9h e retornar às 15h30, caso os animais não tenham sido doados. Embora as feiras aconteçam mensalmente, também é possível fazer adoção direto no canil da Seção de Controle Animal. As visitas podem ocorrer das 9h às 11h, e das 13h às 16h.

Estudantes levam cães abandonados da Zoonoses de Itu para passear

Dog walkers passearam com 20 cães que viviam há anos no canil (Foto: Divulgação)

Alunos fizeram um curso gratuito e foram acompanhados por profissionais.
Ação faz parte de um projeto que visa trabalhos voluntários com animais.

 

Cães abandonados do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Itu (SP) foram levados para um passeio por alunos do curso de ação voluntária Dog Walker (passeador de cachorros, em tradução livre), nesta segunda-feira (28). A caminhada faz parte de um projeto do colégio Almeida Júnior, no qual alunos do Ensino Fundamental II farão trabalhos voluntários com cães abandonados que foram resgatados pelo CCZ.

“Os novos dog walkers passearam com 20 cães que viviam há anos no canil do Departamento de Zoonoses e que nunca tinham saído de lá”, conta o coordenador do CCZ, André Teixeira Oliveira Ariza. Os alunos também puderam apadrinhar um dos cachorros. O objetivo do projeto de ação voluntária Dog Walker é buscar conscientização para trabalhos voluntários e ressaltar a importância da solidariedade.

Animais envolvidos no projeto não apresentam riscos para a saúde dos alunos (Foto: Divulgação)Animais envolvidos no projeto não apresentam
riscos para a saúde dos alunos (Foto: Divulgação)

Durante o projeto, os alunos participaram de um minicurso de formação com o adestrador de cães Alexandre Zanetti. “Foram abordados vários temas, como a evolução dos cães, a linguagem canina, características comportamentais das principais raças, relacionamento homem-cão, problemas de comportamento e princípios gerais de adestramento.”

O adestrador destacou que, antes de passearem com os cães abandonados, os alunos tiveram consciência da importância de passear e cuidar do seu próprio pet. “Essa ação também é importante, pois, a partir de agora, os alunos passarão a cuidar dos seus animais de estimação, além de conhecerem outra realidade, que são as dos animais abandonados”, afirma.

No curso, os alunos conheceram o trabalho realizado pelo Centro de Controle de Zoonoses de Itu e tiveram contato com alguns animais resgatados. O minicurso foi oferecido gratuitamente aos alunos e a participação foi requisito necessário para poder fazer parte dos passeios voluntários com os cães.

Todos os animais envolvidos no projeto são acompanhados por veterinários e não apresentam riscos para a saúde dos alunos. Outros passeios estão previstos e o trabalho completo será assistido por profissionais da Zoonose e do colégio.

Os dog walkers irão caminhar com os cães que apadrinharam mensalmente em eventos realizados pelo CCZ. O primeiro será no dia 2 de abril, durante a Campanha de Doação e Campanha Educativa, que acontece na sede do CCZ, em Itu.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí

Pesquisa revela que 3 em cada 4 cães têm o hábito de dormir com os donos

Dados mostram que 93% preferem ficar com o animal a ir para a balada.
Levantamento foi realizado com cinco mil pessoas, entre 19 e 45 anos.

 

Letícia Steinert não tem filhos e dorme todos os dias com o Özil (Foto: Arquivo pessoal)
Letícia Steinert não tem filhos e dorme todos os dias com o Özil (Foto: Arquivo pessoal)

Cada vez mais os donos de pets tratam os bichinhos como parte da família. Prova disto é que uma pesquisa realizada por uma empresa que oferece hospedagem domiciliar aos cachorros aponta que 71% dos donos dormem com seus cães. Isso significa que três em cada quatro cachorros dividem a cama com seus “pais”, sendo 43% frequentemente e 28% de vez em quando, segundo dados divulgados.

O levantamento foi realizado pela internet com cinco mil pessoas, com idades entre 19 e 45 anos, segundo Eduardo Baer, que é sócio-diretor e co-fundador da empresa que realizou a pesquisa.

Eduardo relata que a pesquisa é inédita e abordou também outros comportamentos. 51% dos entrevistados, por exemplo, admitem que seus cães assistem televisão. Na sexta-feira à noite, 93% dos tutores preferem a companhia do pet a sair para baladas. E, a cada aniversário do cachorro, 47% afirmaram ter vontade de fazer uma festa para comemorar. Dos 29% que já fizeram uma festinha de parabéns para o seu cão, 38% afirmam fazer todo ano.

O cão é da família
Para a empresa que realizou a pesquisa, a partir dos resultados, é possível concluir que o cachorro é considerado da família. A empresa destaca que um estudo do IBGE, publicado em 2015, revela que no Brasil o número de famílias que criam pelo menos um cachorro é maior do que o de famílias que têm crianças. São 52,2 milhões de cães e 44,9 milhões de crianças no País.

Özil ajudou Letícia a se recuperar de uma fase difícil e adora ficar dentro de casa (Foto: Arquivo pessoal)Özil ajudou Letícia a se recuperar de uma fase difícil
e adora ficar dentro de casa (Foto: Arquivo pessoal)

“As pessoas estão tendo filhos mais tarde e acabam usando a companhia de um cão para não ficarem sozinhas. Mesmo quando têm filhos em casa, as famílias estão menores. Tem também as pessoas mais velhas, que acabam tendo um animal quando os filhos saem de casa. Um cachorro complementa a necessidade emocional das pessoas e diverte as famílias”, explica Eduardo.

A social media Letícia Steinert é uma das pessoas que considera os animais parte da família. Ela afirma que seus pets, a cadela Nina e o cachorro Özil, ambos vira latas, a ajudaram a se recuperar quando passou por uma fase difícil. Ela não tem filhos e conta que dorme todos os dias com o Özil por ele ser menor e gostar mais de ficar dentro de casa. “A princípio, ele não iria dormir na minha cama. Fiz uma cama pra ele ao lado da cabeceira da minha. Mas não aguentei ver ele tão lindinho ali embaixo”, lembra Letícia. Ela dorme na mesma cama que a tia, mas afirma que ela não se incomoda com o animal na cama. “Deixo ele do meu lado da cama, perto da parede.”

“Dormir com ele me passa segurança, me sinto mais feliz e sei que ele também fica contente de estar ao meu lado”, comenta Letícia. Ela relata que sua avó não aceitava animais dentro de casa e que reprova atitudes como segurar e abraçar os animais e deixá-los subir em sofás e camas. “Depois que comecei a adotar os animais, fui inserindo-os dentro de casa e, pouco a pouco, minha família foi aceitando. Hoje em dia, aceitam mais, porém, ainda me repreendem por dormir com o cão”, conta.

Shaila Duduch de Góes é psicóloga por formação e anfitriã domiciliar de cães. Ela recebe em casa animais de pessoas que não podem ficar com eles por alguns dias. “Trabalho para uma empresa que encaminha esses pets para mim. Eu geralmente não conheço nem os cães e nem os donos. Passamos por um período de adaptação antes de o animal ficar na minha casa”, explica. E ela afirma que, se o dono tem o costume de dormir com o cão, ela dorme com ele também. Ela afirma que adora dormir com animais, mesmo que eles não sejam seus.

Número de famílias que criam cachorro é maior do que o de famílias que têm crianças (Foto: Divulgação)
Número de famílias que criam cachorro é maior do que o de famílias com crianças (Foto: Divulgação/DogHero)

Dormir com o cão pode fazer mal para a saúde?
Eduardo, da empresa que realizou a pesquisa com os cães, destaca que os donos devem sempre se atentar à higiene dos pets, mas afirma que, no geral, dormir com o cachorro não causa problemas para os donos. “O que pode acontecer de ruim é o animal sentir falta de dormir com o dono quando ele viaja, por exemplo. Mas, no geral, o relacionamento de cães e donos que dormem juntos melhora, pois o animal tem a necessidade emocional de criar laços”, explica.

Shaila Duduch de Góes é psicóloga por formação e anfitriã domiciliar de cães (Foto: Arquivo pessoal)Shaila Duduch de Góes é psicóloga por formação e
anfitriã domiciliar de cães (Foto: Arquivo pessoal)

A social media Letícia afirma que nunca teve problemas por dormir com seu cachorro e que viu só vantagens. “Acho que, de certa forma, me ajudou a criar imunidade, pois minhas crises de rinite alérgica diminuíram depois que comecei a dormir com meu pet.” Shaila também nunca teve problemas com esse hábito. Ela conta que sua alergia ataca muito com o pêlo do coelho que tem em casa, mas que nunca atacou com o pêlo dos cães.

“Gosto muito de animais. Adoro dormir com eles”, afirma Shaila, que ainda cita que pesquisas feitas com animais provam que a maioria prefere suprir primeiro a necessidade de afeto e deixa a alimentação em segundo plano.

“Os cães nunca foram tão mimados e bem cuidados. A preocupação com o animal é a que se tem com um filho”, completa Eduardo.

Sócio-diretor da empresa que realizou a pesquisa afirma que cães são considerados da família (Foto: Divulgação)Sócio-diretor da empresa afirma que cães são considerados da família (Foto: Divulgação/DogHero)

Fonte: Portal G1