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Império Pet: para quem gosta de um atendimento digno de realeza

Em novembro, os petlovers que residem no bairro Jardim da Penha, em Vitória, ganharam um super reforço em opção de atendimento veterinário e produtos pet. O Império Pet é o mais novo empreendimento do segmento, inaugurado com festa no dia 19. O estabelecimento oferece serviços médicos veterinários e comercializa produtos de higiene, medicamentos, alimentação e acessórios em geral. Um mix completo para atender o público pet de toda a região.

“Decidimos abrir um Pet pelo amor que temos aos animais, desde o carinho até o cuidado com a beleza e saúde. Trabalhamos em Petshops anteriormente, que ainda são grandes parceiros, e adoramos a experiência. O mercado Pet vem crescendo bastante, fato que nos estimulou a apostar nesse ramo”, explica a veterinária e proprietária da Império Pet, Rosane Feldhaus.

Segundo ela, os diferenciais do Império Pet são: o atendimento e a experiência como veterinários, a variedade de produtos com possibilidade de pedidos sob encomenda, a parceria com a Decora Pet (empresa de móveis planejados para animais e de alta qualidade), o profissional que realiza o serviço de banho e tosa, com 27 anos de experiência no mercado e muito amor aos animais, e a “PETsqueria”, onde o cliente encontra os mais variados tipos de petiscos para seu bichano.

A inspiração do nome vem exatamente do desejo dos proprietários de promover um tratamento digno de realeza. “Temos animais de estimação e sabemos como gostamos e como eles merecem ser tratados. Acreditamos que são realmente parte da família e não devem ser tratados apenas como animais, mas como filhos de quatro patas”, explica Rosane.

Além do criterioso atendimento médico veterinário, o consultório do Império Pet dispõe de vacinas importadas, realização de exames diversos como o de sangue, o pré-cirúrgico e exames dermatológicos. A especialidade em Dermatologia Veterinária é oferecida pelo médico veterinário Ivan Loureiro Rodrigues, sócio de Rosane no empreendimento.

Com tantos diferenciais, o Império Pet tem tudo para atender o seu pet de forma majestosa! Então, não deixe de conhecer!

“Correndo Pra Cachorro”: corra para não perder!

Em novembro, será realizada a terceira edição da “Correndo pra Cachorro”. E este ano, o evento promete movimentar, e muito, o Shopping Boulevard, em Vila Velha, durante o dia 19, das 6h30 às 16h. É que, além da tradicional corrida na arena, haverá atrações para toda a família, incluindo a presença e palestra do especialista em comportamento animal e apresentador de tv, Alexandre Rossi. A inscrição para participar da corrida pode ser feita através do site esportevix.com.br ou presencialmente na Casa do Adubo, em Cariacica.

A taxa de participação é de R$ 36,00 mais 1kg de ração, que deverá ser entregue ao buscar o kit da corrida. Os valores e as rações arrecadadas serão doadas a entidades protetoras de animais, para custear medicamentos, atendimentos veterinários e alimentar os animais.

“Para receber o público, será montada um grande tenda e uma super estrutura na parte externa do Shopping. Teremos o apoio da PM, uma ambulância humana e ambulância canina, fotógrafo profissional de corrida, lanches para os participantes e troféus para os vencedores. Será um programa para toda a família, incluindo o pet, é claro”, comenta a realizadora do evento, Bianca Newlands. De acordo com a organização, a expectativa é reunir de mil  a 3 mil pessoas durante todo o dia do evento.

Palestrante ilustre

Muito conhecido por petlovers em todo o Brasil, o apresentador do Programa Missão Pet, Alexandre Rossi, confirmou presença na Correndo pra Cachorro. Além de circular pelo evento, ele fará uma palestra em ambiente fechado, a partir das 14h. A inscrição será feita no local e serão cobrados 2 kg de ração, também para doação. O especialista deverá abordar dicas comportamentais para melhorar o relacionamento dos animais com os seus tutores.

Pela participação ilustre do apresentador e também por toda estrutura que está sendo preparada, este deverá se tornar o maior evento pet beneficente do Estado do Espírito Santo, superando as duas edições anteriores do mesmo evento. “Crescemos o evento para estendê-lo a quem precisa”, explica Bianca, referindo-se às demais entidades envolvidas na iniciativa e que deverão receber, cada uma, parte das doações.

Uma história beneficente

A iniciativa de realizar uma corrida para arrecadar fundos para custear o cuidado de cães abandonados veio da mesma pessoa que criou a Estilo Vira Lata. Bianca fundou a marca com o objetivo de promover o bem-estar animal, recuperando a saúde de animais abandonados e contribuindo para a adoção responsável.

O projeto teve início em 2006, quando resgatou três cadelas das ruas, sendo uma tetraplégica, uma grávida e uma idosa, levando-as para seu apartamento. Logo, outros três cães se juntaram ao grupo, fazendo com que Bianca mudasse para uma casa. Com o desejo de ajudar outros animais abandonados, Bianca locou um canil, com despesas custeadas por ela.

Atualmente, a Estilo Vira Lata e os eventos realizados por Bianca contribuem para manter dois canis, em bairros diferentes, num total de 18 cães. “Temos despesas diárias, com alimentação e limpeza, sem contar os gastos com medicamentos, castração e outros. Por isso, é muito importante o envolvimento e a contribuição das pessoas”, finaliza.

Pets em condomínios -Direitos e deveres para uma boa convivência

Você e seus bichinhos de estimação vivem em um condomínio? A relação com a vizinhança é boa? Já teve problemas por causa do seu animal? Você sabe quais são os seus direitos e os seus deveres quando se trata de criar animais domésticos em prédios ou residenciais com áreas comuns? Para esclarecer essas questões, a Bicho S.A conversou com especialistas do Direito e traz informações importantes . Confira :

 1-Vou me mudar para um apartamento, em um condomínio, e possuo animais de estimação. Quais perguntas devo fazer antes de alugar o imóvel?

 Neste caso, os questionamentos mais importantes são: se há restrição por parte do proprietário (locador) em relação ao locatário possuir animais domésticos, bem como se na convenção condominial possui cláusulas de restritivas ou proibitivas à existência e permanência de animais domésticos, especialmente de cães e gatos, em condomínio.

2- Uma Convenção de Condomínio pode proibir a permanência de animais no interior do apartamento?

 Constituição Federal (arts. 5º e 170), assegura o direito de propriedade, podendo o proprietário, ou quem esteja na posse do imóvel, manter animais na sua unidade. E no art. 225, parágrafo primeiro, inciso VII, também da Carta Federal, situa o animal como parte do meio ambiente e tutela juridicamente o direito deles à dignidade, vedada a prática de maus tratos. O direito de propriedade, garantido pelo Artigo 1.228 do Código Civil, prevê que a manutenção do animal no condomínio só pode ser questionada quando existir perigo à saúde, à segurança, ou a perturbação do sossego dos demais residentes do condomínio. Assim, a legislação não veda a proibição no âmbito condominial em relação aos animais de estimação, desde que respeitadas às regras de convivência, garantindo ao indivíduo o direito de desfrutar livremente de sua unidade condominial e das áreas comuns. Portanto, numa convenção condominal, qualquer decisão de Assembleia que vise a proibir a manutenção, a existência ou permanência de animais domésticos, especialmente de cães e gatos, em condomínio é anulável.

3- O proprietário do imóvel pode proibir aluguel de pessoas que possuem pets?

A Lei 8.245/91 (Dispõe sobre as locações dos imóveis urbanos e os procedimentos a elas pertinentes) não menciona se o contrato pode prever restrições, assim, o que vale é a regra geral dos contratos privados que determina que as partes sejam livres para contratar tudo aquilo que a Lei não proíbe. No Direito Imobiliário, o proprietário tem o direito de impor que sua locação se destine exclusivamente para o uso que lhe convém, sendo garantido o direito de não admitir que os locatários tenham animais domésticos, crianças e até mesmo exigir que o inquilino seja de determinado sexo, como no caso de pensões de estudantes e repúblicas. Ressalto que as restrições discriminatórias deliberadas devem sempre ser desencorajadas, como raça, orientação sexual e classe social.

4- E quanto à circulação dos animais em áreas comuns?

O condomínio, por meio de sua convenção, regimento interno ou assembleias, pode e deve regular o trânsito de animais, desde que não contrarie o que é estabelecido por lei. São consideradas normas aplicáveis e que não confrontam o direito de propriedade: exigir que os animais transitem pelos elevadores de serviço e no interior do prédio somente pelas áreas de serviço, sem que possa andar livremente no prédio; proibir que eles circulem livremente em áreas comuns, tais como piscina, playground e salão de festas; exigir a carteira de vacinação para comprovar que o animal goza de boa saúde; circular dentro do prédio somente com a coleira; impor o uso de focinheira para as raças previstas em lei. Todavia, é anulável a decisão de Assembleia que restrinja a circulação dos animais no colo ou com focinheira (salvo raças descritas em lei) nas dependências do condomínio. Exigir que o animal fosse transportado apenas no colo, de focinheira, pode levar o condômino à situação vexatória, o que é punido pelo Código Penal.

5-Há limites de porte dos animais (pequenos, médios ou grandes)?

Admitir que a Assembleia pudesse limitar o tamanho ou porte dos animais seria o mesmo caso de admitir que a Assembleia do condomínio possa limitar o tamanho do automóvel a ser estacionado na garagem ou o número de moradores residentes em uma mesma unidade. Em todos os casos, seja automóvel, seja número de moradores, ou ainda de animais, o que deve ser considerado é se o uso da propriedade é nocivo, se causa transtorno aos demais e infringe o direito de propriedade; caso contrário, seria apenas o exercício regular do direito de propriedade.

6-Há limites quanto à quantidade de animais por imóvel?

O direito de Propriedade assegura ao condômino a manutenção de quantidade que lhe pareça razoável dentro da sua unidade. A quantidade de animais dentro da unidade residencial ou de trabalho é algo que deve ser determinado por quem a ocupa. Se o condômino acha que pode conviver com mais de um, ou de dois, ou de três, ou de cinco animais, é uma avaliação sua e uma decisão que lhe cabe tomar dentro do direito que detém de reger a sua propriedade, assegurado pela Constituição Federal. Os vizinhos, ou o síndico, não podem interferir na vida intra proprietatis do condômino. Cabe ao condômino, que mantém os animais em sua unidade, observar o asseio e a higienização do local, dispensando-lhes os cuidados médicos que lhes proporcionem conforto e bem estar; cuidados necessários à saúde como contratar pessoas para cuidar deles, de forma a que estejam sempre bem, mantendo-se a unidade limpa e em condições normais de habitação.

7-Como proceder em caso de convenções com cláusulas proibitivas, que afetem os proprietários dos animais de estimação?   

A convenção condominial que proíbe a permanência de animais dentro das unidades dos apartamentos encontra-se em desacordo com as leis vigentes no país. Assim, apesar da convenção ser a regra maior entre os condomínios, nem todas as normas que versam sobre as unidades autônomas, no que se refere a restringir direitos, devem ser nela tratadas. No que se refere à posse e à manutenção de animais domésticos dentro dos condomínios, em consonância com o princípio da razoabilidade e da garantia constitucional de propriedade, deve-se levar em consideração o potencial ofensivo do animal, ameaças e os eventuais prejuízos ou inconveniências geradas aos condôminos, respeitando o direito individual de possui-lo, ou seja, deve-se analisar caso a caso, respeitando sempre tanto o direito individual quanto o coletivo.

8-Há regras de boa convivência já estabelecidas ou cada condomínio pode ter as suas?

Cada condomínio estabelece a sua desde que a convenção esteja de acordo às legislações vigentes no país, não podendo ir contra elas, traçando suas normas em conformidade com as leis esparsas e com a Constituição Federal.

9-Há algum item relacionado à pertubação do sono ou da convivência com moradores, como no caso de cães que ladram muito?     

Ao Tutor do animal cabe zelar pelas regras de boa convivência. Direitos e Deveres do Tutor, vejamos: Latidos intermináveis e barulhos podem tornar a vida do seu vizinho um inferno. É de responsabilidade do tutor que a presença do cachorro não prejudique a vida dos demais e o bom funcionamento do local.  (Art. 42, IV do Decreto-Lei Nº 3.688/41).

Para esse problema, um especialista em comportamento deve ser chamado e uma conversa com os prejudicados é o primeiro caminho, com o intuito de avisar sobre medidas tomadas para que haja uma mudança.

Ainda sobre os barulhos e ruídos que incomodam, as unhas do cão entram nessa lista de repetições insuportáveis. O sossego deve ser respeitado, caso contrário, o tutor pode chegar a ser preso. (Art. 42, IV do Decreto-Lei Nº 3.688/41).

 10-Há advogados especializados nesse assunto? Em caso de problemas, em qual área do Direito buscar o profissional?

Não, pois o assunto aqui tratado versa sobre vários ramos do direito, todavia profissionais especializados em Direito Civil e Imobiliário são os mais indicados para representá-los.

11-Há algum documento ou declaração que os proprietários de animais podem obter para facilitar, no caso de haver problemas no condomínio?

 Não, apenas que ambas as partes envolvidas respeitem os direitos e deveres existentes.

 

FIV e FeLV O pesadelo dos amantes de gato

A FIV (Feline Immunodeficiency Virus) ou AIDS felina e FeLV (Feline Leukemia Virus) ou leucemia felina são doenças virais inicialmente silenciosas e perigosas. O grande desafio é que esses vírus podem passar anos no organismo do gato sem que o proprietário saiba.

O diagnóstico precoce é extremamente importante para o controle dessas graves doenças, pois o seu Médico Veterinário irá orientar sobre as formas de fortalecer o sistema imunológico, o que pode ajudar a manter a saúde do seu gatinho, mesmo sendo um animal portador.

 

O exame de sangue comum (hemograma) não detecta especificamente os vírus da FIV e FeLV, portanto não pode ser usado para identificar pacientes acometidos por essas infecções. A única forma de descobrir é realizando teste de detecção de antígeno e anticorpo. O teste pode ser realizado em consultório com resultados imediatos.

Os gatos com AIDS e leucemia felina ficam doentes com freqüência, mas o perigo é que grande parte dos animais são assintomáticos. Por esse motivo, todos os animais devem ser testados pelo menos uma vez na vida, inclusive os que vivem dentro de apartamento sem contato com outros animais.

 

FIV

A infecção compromete o sistema imunológico do animal, interferindo na capacidade de combater infecções e predispondo o organismo a diversas doenças secundárias recidivantes e/ou persistentes.

O gato contrai a imunodeficiência felina principalmente por meio do contato com a saliva e sangue, por isso as formas mais comuns de transmissão são por mordidas, arranhaduras ou contato sexual. As fêmeas podem transmitir aos filhotes por via transplacentária (durante a gestação) ou na amamentação.

FeLV

Os animais que possuem sistema imunológico debilitado permanecem contaminados, podendo manifestar complicações sistêmicas, como desordens hematológicas, neoplasias e infecções secundárias persistentes.

A infecção é transmitida principalmente pela saliva e lágrima do animal infectado, mas também é possível encontrar partículas virais na urina, fezes e leite. Assim como na FIV, os filhotes podem ser contaminados ainda na fase uterina.

Triste realidade

Os abrigos de gato infelizmente possuem muitos animais positivos para AIDS felina e Leucemia felina, esses animais geralmente são rejeitados pelos adotantes, permanecendo por toda a vida à espera de um lar.

O abrigo Morada da Floresta (Vila Velha-ES) está realizando o teste em todos os seus animais com a ajuda de colaboradores. Os animais negativos estão sendo vacinados com a vacina quíntupla felina, única que possui proteção contra o vírus da leucemia felina. A imunodeficiência felina ainda não possui vacina disponível no mercado.

Para proteger o gato saudável dessas doenças virais é necessário impedir que ele tenha contato com animais positivos, evitando acesso à rua e realizando teste específico antes de introduzir um novo membro na família.

Se você não possui gatos e está em busca de um amiguinho para adotar, ajude nessa difícil missão de arrumar um lar para animais FIV e/ou FeLV positivos, com certeza eles retribuirão com muito carinho e alegria!

 

Dra. Maira Corona da Silva
Médica Veterinária- CRMV 1424

 

Ah, o verão!

Dr. Vet Responde

 

Neste artigo da Bicho SA, tenho o prazer convidar um grande profissional do segmento, para dar dicas de verão nesta coluna. Com vocês: Dra. Ivie Amorim, responsável pelo setor de Dermatologia da Pet Stop!!
Na próxima edição, eu volto!
Att. Dr. Tanure

E chegou a estação mais gostosa do ano, não é? Praia, sol, mar e muita diversão… Mas verão não é só alegria, ele traz uma série de conseqüências para o seu pet e devemos ficar atentos para o bem estar deles.
HIDRATAÇÃO: o cuidado é redobrado nesta época do ano! É importante ter sempre disponível água limpa e fresca. Se o peludo fica sozinho em casa por um período prolongado, espalhe vasilhas de água em áreas mais frescas da casa. Durante os passeios, ofereça água ao animal a cada 30 minutos, para evitar desidratação.

PASSEIO: evite passeios nas horas mais quentes do dia. O ideal são passeios no período da manhã, até as 10h, ou à tarde, depois das 17h. Teste sempre a temperatura do solo. Se você não suportar ficar com os pés no chão por alguns segundos, seu cão também não vai suportar e ele sofrerá queimaduras nos coxins (almofadinhas).
PASSEIO DE CARRO: nunca deixe seu animal sozinho dentro do carro, mesmo que seja com vidro aberto e/ou por um período curto de tempo. A temperatura se eleva muito rápido e pode levar seu animal a hipertermia (aumento da temperatura corporal).
ALIMENTAÇÃO: em dias mais quentes, é normal que seu animal tenha menos apetite que o habitual. Uma sugestão é escolher horários mais frescos do dia para a oferta da comida.
BANHO E TOSA: animais com pelos longos tendem a sentir muito mais calor, então, a tosa refresca o animal e facilita o banho. Não banhe com água quente, nem utilize o secador na temperatura máxima. No caso dos gatos, só tose se o animal já for acostumado, pois pode ser traumático para o seu bichano. Na hora do banho, observe se há presença de pulgas e/ou carrapatos, possíveis lesões por picadas, áreas avermelhadas pelo corpo ou mesmo hematomas. Nesses casos, procure um veterinário para fazer a indicação de antiparasitários e de exames de sangue, se necessário.

Ivie Amorim
Médica Veterinária
CRMV-ES 985-ES
Clinica Geral e Dermatologia