Cadela é enforcada por suas donas

Indignação e revolta. Esses são os sentimentos das pessoas do município de Castelo, que se depararam, na manhã da última segunda-feira (19), com uma cadela enforcada e abandonada em um terreno ermo por duas irmãs, com idade aparente entre 40 e 50 anos. O animal foi encontrado vivo, mas não resistiu, falecendo na tarde do mesmo dia, após atendimento.
 
Acionada assim que o crime foi descoberto, a presidente da ONG Patas Carentes, Lara Bicalho Ramos, conta que um senhor percebeu o movimento das mulheres, anotou a placa do carro que ocupavam e, posteriormente, verificou o que havia no saco. “Levamos o animal ao veterinário, que constatou a tentativa de enforcamento”, conta.
 
Com a identificação do carro, foi fácil chegar até as autoras dos maus-tratos. A Polícia Militar foi chamada e, após ocorrência, todos se deslocaram à delegacia prestar esclarecimentos. As provas produzidas pelo senhor que descobriu a tentativa de enforcamento e o laudo comprobatório do veterinário, foram entregues aos policiais.
 
Na delegacia, as donas da cadela disseram que a cadela estava com um tumor na cabeça e que contava com acompanhamento veterinário. No entanto, o médico responsável pelo laudo apontou para mlíase na orelha, sem qualquer evidência de tratamento. “As senhoras não demonstraram qualquer expressão de arrependimento”, enfatiza Lara. O inquérito policial foi instaurado.


Fique de olho
 
Maus-tratos em animais de qualquer espécie é crime! A denúncia é legitimada pelo Art. 32, da Lei Federal nº. 9.605, de 12.02.1998 (Lei de Crimes Ambientais) e pela Constituição Federal Brasileira, de 05 de outubro de 1988. É configurado maus-tratos abandono, envenenamento, presos constantemente em correntes ou cordas muito curtas, manutenção em lugar anti-higiênico, mutilação, presos em espaço incompatível ao porte do animal ou em local sem iluminação e ventilação, utilização em shows que possam lhes causar lesão, pânico ou estresse, agressão física, exposição a esforço excessivo e animais debilitados (tração), rinhas, etc. 
Se você observar estiver observando algo dessa natureza, produza provas (se possível) e denuncie, acionando a Polícia Militar para lavrar o Boletim de Ocorrência (BO). É possível denunciar também ao órgão público competente de seu município, para o setor que responde aos trabalhos de vigilância sanitária, zoonoses ou meio ambiente. Vale lembrar que cada município tem legislação diferente, mas caso a sua cidade não tenha legislação vigente referente ao tema, é possível recorrer à Lei Estadual ou ainda à Lei Federal.
 
Foto Divulgação

Sobre o Autor:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *