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Um Natal dedicado aos pets

Clube Shih-Tzu do ES promove festa de final de ano entre donos e pets.

Quem disse que o Natal é momento de confraternização só de humanos, está enganado. Com direito a uma festa especial para os pets, este ano foi a vez do Clube Shih-Tzu do ES (@shihtzusdoes) celebrar a data. A organização da festa ficou por conta das fundadoras e idealizadoras do grupo, Alessandra de Paula, Ariana Mendonça e Daniele Benevides.

O evento aconteceu no Dog Hotel com espaço, conforto e segurança para os cães se divertirem.  Entre as atrações da festa, teve palestra sobre castração com a médica veterinária Dra. Joana Tebaldi e os pequenos puderam contar com piscina de bolinha, brinquedos espalhados por todo o espaço, mesa natalina com guloseimas pets feitas e decoradas pela Petscando, roupas e adereços do Mar de Idéias e ainda muitos brindes sorteados para os participantes.

Como forma de carinho com cada tutor, foi preparada uma árvore surpresa com fotos dos donos com e seus pets. A festa que teve duração de quatro horas, encantou os participantes com um momento dedicado aos peludos e deixou o pedido e desejo de mais confraternizações para o ano de 2018.

Como surgiu o grupo:

Daniele que é dona de um lindo casal de shih-tzus, Oliver e Vida, sugeriu criar um grupo informal em um aplicativo para encontros de amigos donos de shih-tzus. As amigas e também tutoras de cães da mesma raça, Alessandra e Ariana, aceitaram a proposta e a participação na administração do grupo.

O clube que fará um ano em fevereiro de 2018, cresceu em uma proporção muito rápida, ganhou marca, camisas e bandanas personalizadas. Cada membro é convidado e os participantes devem acordar com as regras de convivência. Hoje são mais de 170 participantes em todo o Espírito Santo, trocando dicas e informações da raça, além de apoiar a causa de proteção e bem estar animal.

Flagra: homem é visto saindo de Igreja e abandonando filhote de gato em terreno

É difícil de acreditar, mas as filmagens comprovam. Um homem foi flagrado saindo de uma Igreja, do bairro Mata da Praia, em Vitória, carregando um gato e o abandonando em um terreno próximo à rua João Baptista Celestina. O autor das filmagens, o adestrador Leonardo Tschaen, contou que percebeu que o rapaz, ao sair da Igreja, levava o filhote de forma abrupta e por isso resolveu segui-lo. Questionado pela atitude, o homem disse que o animal não podia ficar na igreja e que ele nada poderia fazer. Ação gerou revolta em uma mulher que também passava pelo local.

“Por que você está fazendo isso com o bichinho que apareceu lá (igreja). Ele não apareceu na minha casa. Se fosse na minha casa eu não jogava ele assim não. Agora, apareceu na igreja, um lugar onde vão milhões de pessoas e vocês não podem colocar ele para doação?”, indagou a mulher ao rapaz, que se recusou a dar explicações e foi embora.

Por lei, abandonar animais em logradouros públicos é crime e quem cometê-lo deve ser punido com prisão, multa e perda da guarda do animal, de acordo as leis vigentes. O artigo 32 da Lei 9.605 determina detenção de três meses a 1 ano e multa a quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos ou realizar experiência dolorosa ou cruel em animal vivo. A punição é aumentada de um sexto a um terço se ocorrer morte do animal.

Uma nova chance
Sensibilizado, Leonardo Tschaen recolheu o filhote, levando-o para a sua residência. Ele prestou queixa na Prefeitura de Vitória (registro 2017065831) e aguarda as providências. O gato é, na verdade uma fêmea de aproximadamente 3 meses, e já ganhou o nome de Lisa.

“Ela está traumatizada. Foge das pessoas, procura se esconder a todo momento. Como já está sendo adestrada, aos poucos, vai melhorando”, conta Leonardo. O adestrador irá encaminhá-la para um médico veterinário, e, em seguida, para a adoção. Interessados podem entrar em contato com a Revista Bicho SA, através do email bichosa@bichosa.com.br.

Autor do Vídeo: Leonardo Tschaen

Ativistas lutam para proibir importação de foie gras na Suíça

A produção nacional destes produtos já proibida.

Crédito: Keystone

Grupos de ativistas planejam lançar uma campanha para proibir importação de produtos como foie gras, pernas de sapos e barbatanas de tubarões em território suíço.

O movimento começou depois que uma proposta com estes mesmos objetivos foi rejeitada no Senado. A produção nacional destes produtos já é proibida.

De acordo com Michael Gehrken, diretor da Swiss Animal Alliance, a campanha já está sendo desenvolvida e poderá ser lançada oficialmente no início de 2018.

O projeto de lei que foi rejeitado no Senado era defendido pelo parlamentar Matthias Aebischer, e havia sido aprovado na Câmara dos Deputados em junho.

Campanha ‘Natal Sem Fome’ busca apoio para 130 cães carentes no ES

Até setembro de 2017, cerca de 80 cachorros receberam ajudas do projeto.

As festas de fim de ano se aproximam e com isso diversos projetos solidários ganham forças e atingem aos mais necessitados. Dentre eles está o ‘Natal Sem Fome- Abrigo Bichos Carentes’. Com o objetivo de arrecadar cerca de 1, 5 toneladas de ração, a idealizadora que possui uma parceria de anos com o abrigo, busca cerca de 80 padrinhos que se sensibilizem com a ação e doem cerca de R$30 para a concretização da compra até o dia 15 de dezembro. Além disso, produtos simbólicos como canecas, chaveiros e copos são vendidos e o dinheiro arrecadado é revertido na compra de medicamentos e castração durante o ano todo.

Até setembro de 2017, cerca de 80 cachorros receberam ajudas do projeto.
Com cerca de 130 cães acolhidos pela Ong Bichos Carentes, no período de fim de ano, as dificuldades com alimentos para os animais aumentam. A ideia da idealizadora Patrícia Gonçalves é armazenar a ração antes que a situação piore para a cuidadora dos animais desabrigados. “Todo mês o abrigo precisa de uma enorme quantia de ração, a campanha de Natal é para que seja feito um racionamento, pois nesta época as pessoas que costumam nos ajudar, têm outras prioridades”, explica.

Apesar de proporcionar uma maior divulgação em dezembro, desde o início deste ano Patrícia, que ajuda outras Ong’s capixabas, incentiva através das redes sociais, que seus amigos e seguidores se solidarizem com os bichinhos mais necessitados. “Eu costumo realizar vaquinha online e divulgar os produtos do Projeto Ajuda Pet ‘Não ao Abandono’, para que os recursos não fiquem escassos. Com isso, conseguimos quitar castrações e comprar alguns medicamentos. Nada em grande proporção, como eu gostaria que fosse, mas sempre busco fazer a diferença na vida dos animais carentes”.

Todo trabalho feito por Patricia é divulgado como uma forma de prestação de contas através da fanpage Projeto Ajuda Pet “Não ao Abandono” . Os acessórios que fazem parte do Projeto Ajuda Pet possuem frases para amantes dos animais, como exemplo “Eu tenho um filho que não é bem a minha cara, mas é o amor da minha vida!”, que está estampada na caneca, vendida por R$10. Esses são comercializados na loja Pet Lara Laoli, localizada na Rua do Bradesco, no Centro de Guarapari.

Quem não tiver interesse em adquirir o produto, pode realizar doações através da Vaquinha Online e acompanhar os valores arrecadados (clique aqui), ou comprar ração nas lojas Agropampas e Casa do Agricultor, que terá o destino correto para o Abrigo Bichos Carentes. Para se tornar um padrinho com a doação de uma parcela única de R$30, basta entrar em contato com Patrícia Gonçalves, através do perfil pessoal no Facebook (clique aqui), ou via e-mail ticia2004@hotmail.com.

Fonte: Folha Online

Vida de Dog Model

Sensação das redes sociais, pets ajudam empresas a divulgar produtos e serviços

Eles são peludos, fofinhos, engraçados, mansos ou temperamentais e fazem o maior sucesso entre o público infantil e adulto. Com tantos atrativos, tornaram-se modelos perfeitos para divulgar marcas, produtos e serviços tanto do mundo pet quanto de outros segmento. Há também aqueles que simplesmente “bombam” nas redes sociais e seguem colecionando suspiros, likes e centenas de milhares de seguidores. Assim é a realidade de um ItPet ou de um PetModel, como a shih tzu Cacau, eleita a nova “garota propaganda’ do pet boutique Mon Petit Ami, do Shopping Vitória.

Hoje em dia há empresas especializadas em encontrar o pet ideal para a divulgação de tendências. Mas no caso da Mon Petit Ami, os motivos que levaram a proprietária da loja, a veterinária Joana Tebaldi, a escolher a pequena Cacau como dogmodel foram outros. A shih tzu de cor fígado, totalmente sólida, é também o mais novo membro da família. “Adquirimos a Cacau dez meses após o nosso poodle Dick, de 16 anos, nos deixar”, lembra Joana.

E Cacau parece que já nasceu para ser celeridade. Como muitas modelos brasileiras que fazem sucesso internacional, a cadela é natural do Rio Grande do Sul e chegou em Vitória em um voo noturno, no dia 31 de maio deste ano, com apenas dois meses de vida.

Ainda muito jovem e iniciante na carreira, Cacau vai com sua tutora diariamente para a pet boutique e, de lá, posa para as fotos que viram posts diários e já atraem seguidores nas redes sociais. “Focamos em penteados, hidratação, acessórios e produtos comercializados em nossa loja, além de informações úteis, dicas relacionadas à vacinação e à saúde dos pets”, conta a proprietária. A dog model protagoniza momentos engraçados também, compartilhados no histories das redes.

Por conta das postagens fofas e úteis, em dois meses, a shitzu ganhou quase três mil seguidores no Instagram (@cacaushitzu_vix) e segue recebendo solicitações diariamente. Além da beleza e da cor pouco comum, que chama muito a atenção, ela agrada também pelo temperamento dócil, adorando um colo e muitos carinhos.

“É  comum ela ficar estirada na porta da loja, como um tapete. Os clientes entram e se encantam. Alguns chegam a achar que trata-se de um brinquedo de pelúcia e se impressionam quando ela se movimenta”, entrega Joana, explicando que Cacau foi treinada e não sai do espaço físico da loja. Em casa, a dogmodel é também a paixão do filho, Heitor, e do marido, Diogo.

Todo o potencial do perfil da Cacau já pode ser notado por empreendedores. Por isso, ela conquistou o patrocínio exclusivo de uma conceituada marca de medicamentos para fungos e carrapatos, mostrando que, além de belas, suas madeixas estão imunes aos parasitas por 12 semanas consecutivas, até uma nova aplicação.

Embora novata, Cacau é mais um pet do Espírito Santo a “cair nas graças” dos internautas, validando a eficácia dessa estratégia de marketing fofa e agradável. Atualmente, outras estrelas capixabas, como o Oliver (@goldinhooliver) e a Kate (@kate.shihtzu) arrastam milhares de seguidores nas redes.

 

 

 

A angústia da espera

Há meses, a família do vira-lata Duque busca por pistas para encontrá-lo

 Foi no dia 9 de junho de 2016, por volta das 16 horas,  no bairro da Glória, em Vila Velha, que a mãe de Nelza Specemille abriu o portão para dispensar o lixo, sem perceber que, naquele momento, Duque, o amado cachorro da família, escapava pelo portão, sorrateiramente. Desde então, Nelza, parentes, amigos e uma legião solidária, comovida com o sumiço do cão e o sofrimento dos seus familiares, procuram, por todo o canto, pistas que possam levar ao animal. Uma busca  que começou no meio do ano, mas ainda não tem data para terminar.

“Eu não vou desistir”, afirma a dona. A mobilização iniciada por Nelza para ter de volta o vira-lata branco, da pinta preta em um dos olhos, simpático, brincalhão, inteligente, companheiro fiel do pai diagnosticado com Alzheimer, impressiona. De tanta divulgação, sua história repercutiu fora do estado e do país. “Já recebi ligação até da Paraíba. E outro dia, uma moça da Itália me ofereceu recursos que pudessem ajudar a encontrá-lo. Realmente, muitas pessoas se solidarizam com a nossa busca”, comenta. O desaparecimento do Duque ganhou destaque na TV local, estadual, nos jornais impressos e nas redes sociais. Cada postagem sobre o Duque recebe milhares de likes e centenas de comentários.

Nelza conta que já percorreu toda a região, as localidades mais longínquas e inusitadas, bairros inóspitos e até o lixão, atrás do cão. “Rodamos a pé, de carro, de moto, todos os bairros e muitas vezes, e não o encontramos. O desejo de encontrá-lo é tão grande, que perdemos o medo”, confessa. Segundo ela, a procura permanece, com a colaboração de conhecidos e desconhecidos. “Checamos todas as informações, sem exeção. Qualquer mensagem, ligação, comentário é levado a sério. E desde que ele sumiu, recebemos indicações das pessoas, na tentativa de encontrá-lo”, relata.

Hoje, a rotina de Nelza, que trabalha em uma empresa de importação e expotação, inclui também checagem diária nas redes, troca de informações, comentários, posts, ligações e outras ações. O grupo do whatsapp criado para mobilizar as pessoas permanece. Vestida com a camisa de divulgação do desaparecimento do Duque, visita eventos, vai aos locais movimentados, distribui cartazes com seus contatos e mantém a recompensa de R$ 1.000,00 (mil reais) para quem descobrir o seu paradeiro.

 

 

 

Dor sem fim

A busca por Duque é tão intensa quanto a saudade que Nelza, seus pais e seu filho sentem dele. “É um membro da família que desapareceu. Um buraco no peito, uma ausência, uma falta que nada preenche”, lamenta. Quando questionada sobre o seu estado emocional, confessa:”já me desesperei, me revoltei, passei por luto e desesperança. Acho que passei por diversas fases. Mas hoje mantenho a esperança. Conheci casos de animais que foram encontrados meses depois. Alem disso, encontro forças nas palavras das pessoas, que sempre me incentivam a não desistir. Então, sigo firme, trabalhando e sonhando com o dia em que nos encontraremos novamente”.

 

Império Pet: para quem gosta de um atendimento digno de realeza

Em novembro, os petlovers que residem no bairro Jardim da Penha, em Vitória, ganharam um super reforço em opção de atendimento veterinário e produtos pet. O Império Pet é o mais novo empreendimento do segmento, inaugurado com festa no dia 19. O estabelecimento oferece serviços médicos veterinários e comercializa produtos de higiene, medicamentos, alimentação e acessórios em geral. Um mix completo para atender o público pet de toda a região.

“Decidimos abrir um Pet pelo amor que temos aos animais, desde o carinho até o cuidado com a beleza e saúde. Trabalhamos em Petshops anteriormente, que ainda são grandes parceiros, e adoramos a experiência. O mercado Pet vem crescendo bastante, fato que nos estimulou a apostar nesse ramo”, explica a veterinária e proprietária da Império Pet, Rosane Feldhaus.

Segundo ela, os diferenciais do Império Pet são: o atendimento e a experiência como veterinários, a variedade de produtos com possibilidade de pedidos sob encomenda, a parceria com a Decora Pet (empresa de móveis planejados para animais e de alta qualidade), o profissional que realiza o serviço de banho e tosa, com 27 anos de experiência no mercado e muito amor aos animais, e a “PETsqueria”, onde o cliente encontra os mais variados tipos de petiscos para seu bichano.

A inspiração do nome vem exatamente do desejo dos proprietários de promover um tratamento digno de realeza. “Temos animais de estimação e sabemos como gostamos e como eles merecem ser tratados. Acreditamos que são realmente parte da família e não devem ser tratados apenas como animais, mas como filhos de quatro patas”, explica Rosane.

Além do criterioso atendimento médico veterinário, o consultório do Império Pet dispõe de vacinas importadas, realização de exames diversos como o de sangue, o pré-cirúrgico e exames dermatológicos. A especialidade em Dermatologia Veterinária é oferecida pelo médico veterinário Ivan Loureiro Rodrigues, sócio de Rosane no empreendimento.

Com tantos diferenciais, o Império Pet tem tudo para atender o seu pet de forma majestosa! Então, não deixe de conhecer!

“Correndo Pra Cachorro”: corra para não perder!

Em novembro, será realizada a terceira edição da “Correndo pra Cachorro”. E este ano, o evento promete movimentar, e muito, o Shopping Boulevard, em Vila Velha, durante o dia 19, das 6h30 às 16h. É que, além da tradicional corrida na arena, haverá atrações para toda a família, incluindo a presença e palestra do especialista em comportamento animal e apresentador de tv, Alexandre Rossi. A inscrição para participar da corrida pode ser feita através do site esportevix.com.br ou presencialmente na Casa do Adubo, em Cariacica.

A taxa de participação é de R$ 36,00 mais 1kg de ração, que deverá ser entregue ao buscar o kit da corrida. Os valores e as rações arrecadadas serão doadas a entidades protetoras de animais, para custear medicamentos, atendimentos veterinários e alimentar os animais.

“Para receber o público, será montada um grande tenda e uma super estrutura na parte externa do Shopping. Teremos o apoio da PM, uma ambulância humana e ambulância canina, fotógrafo profissional de corrida, lanches para os participantes e troféus para os vencedores. Será um programa para toda a família, incluindo o pet, é claro”, comenta a realizadora do evento, Bianca Newlands. De acordo com a organização, a expectativa é reunir de mil  a 3 mil pessoas durante todo o dia do evento.

Palestrante ilustre

Muito conhecido por petlovers em todo o Brasil, o apresentador do Programa Missão Pet, Alexandre Rossi, confirmou presença na Correndo pra Cachorro. Além de circular pelo evento, ele fará uma palestra em ambiente fechado, a partir das 14h. A inscrição será feita no local e serão cobrados 2 kg de ração, também para doação. O especialista deverá abordar dicas comportamentais para melhorar o relacionamento dos animais com os seus tutores.

Pela participação ilustre do apresentador e também por toda estrutura que está sendo preparada, este deverá se tornar o maior evento pet beneficente do Estado do Espírito Santo, superando as duas edições anteriores do mesmo evento. “Crescemos o evento para estendê-lo a quem precisa”, explica Bianca, referindo-se às demais entidades envolvidas na iniciativa e que deverão receber, cada uma, parte das doações.

Uma história beneficente

A iniciativa de realizar uma corrida para arrecadar fundos para custear o cuidado de cães abandonados veio da mesma pessoa que criou a Estilo Vira Lata. Bianca fundou a marca com o objetivo de promover o bem-estar animal, recuperando a saúde de animais abandonados e contribuindo para a adoção responsável.

O projeto teve início em 2006, quando resgatou três cadelas das ruas, sendo uma tetraplégica, uma grávida e uma idosa, levando-as para seu apartamento. Logo, outros três cães se juntaram ao grupo, fazendo com que Bianca mudasse para uma casa. Com o desejo de ajudar outros animais abandonados, Bianca locou um canil, com despesas custeadas por ela.

Atualmente, a Estilo Vira Lata e os eventos realizados por Bianca contribuem para manter dois canis, em bairros diferentes, num total de 18 cães. “Temos despesas diárias, com alimentação e limpeza, sem contar os gastos com medicamentos, castração e outros. Por isso, é muito importante o envolvimento e a contribuição das pessoas”, finaliza.

Pets em condomínios -Direitos e deveres para uma boa convivência

Você e seus bichinhos de estimação vivem em um condomínio? A relação com a vizinhança é boa? Já teve problemas por causa do seu animal? Você sabe quais são os seus direitos e os seus deveres quando se trata de criar animais domésticos em prédios ou residenciais com áreas comuns? Para esclarecer essas questões, a Bicho S.A conversou com especialistas do Direito e traz informações importantes . Confira :

 1-Vou me mudar para um apartamento, em um condomínio, e possuo animais de estimação. Quais perguntas devo fazer antes de alugar o imóvel?

 Neste caso, os questionamentos mais importantes são: se há restrição por parte do proprietário (locador) em relação ao locatário possuir animais domésticos, bem como se na convenção condominial possui cláusulas de restritivas ou proibitivas à existência e permanência de animais domésticos, especialmente de cães e gatos, em condomínio.

2- Uma Convenção de Condomínio pode proibir a permanência de animais no interior do apartamento?

 Constituição Federal (arts. 5º e 170), assegura o direito de propriedade, podendo o proprietário, ou quem esteja na posse do imóvel, manter animais na sua unidade. E no art. 225, parágrafo primeiro, inciso VII, também da Carta Federal, situa o animal como parte do meio ambiente e tutela juridicamente o direito deles à dignidade, vedada a prática de maus tratos. O direito de propriedade, garantido pelo Artigo 1.228 do Código Civil, prevê que a manutenção do animal no condomínio só pode ser questionada quando existir perigo à saúde, à segurança, ou a perturbação do sossego dos demais residentes do condomínio. Assim, a legislação não veda a proibição no âmbito condominial em relação aos animais de estimação, desde que respeitadas às regras de convivência, garantindo ao indivíduo o direito de desfrutar livremente de sua unidade condominial e das áreas comuns. Portanto, numa convenção condominal, qualquer decisão de Assembleia que vise a proibir a manutenção, a existência ou permanência de animais domésticos, especialmente de cães e gatos, em condomínio é anulável.

3- O proprietário do imóvel pode proibir aluguel de pessoas que possuem pets?

A Lei 8.245/91 (Dispõe sobre as locações dos imóveis urbanos e os procedimentos a elas pertinentes) não menciona se o contrato pode prever restrições, assim, o que vale é a regra geral dos contratos privados que determina que as partes sejam livres para contratar tudo aquilo que a Lei não proíbe. No Direito Imobiliário, o proprietário tem o direito de impor que sua locação se destine exclusivamente para o uso que lhe convém, sendo garantido o direito de não admitir que os locatários tenham animais domésticos, crianças e até mesmo exigir que o inquilino seja de determinado sexo, como no caso de pensões de estudantes e repúblicas. Ressalto que as restrições discriminatórias deliberadas devem sempre ser desencorajadas, como raça, orientação sexual e classe social.

4- E quanto à circulação dos animais em áreas comuns?

O condomínio, por meio de sua convenção, regimento interno ou assembleias, pode e deve regular o trânsito de animais, desde que não contrarie o que é estabelecido por lei. São consideradas normas aplicáveis e que não confrontam o direito de propriedade: exigir que os animais transitem pelos elevadores de serviço e no interior do prédio somente pelas áreas de serviço, sem que possa andar livremente no prédio; proibir que eles circulem livremente em áreas comuns, tais como piscina, playground e salão de festas; exigir a carteira de vacinação para comprovar que o animal goza de boa saúde; circular dentro do prédio somente com a coleira; impor o uso de focinheira para as raças previstas em lei. Todavia, é anulável a decisão de Assembleia que restrinja a circulação dos animais no colo ou com focinheira (salvo raças descritas em lei) nas dependências do condomínio. Exigir que o animal fosse transportado apenas no colo, de focinheira, pode levar o condômino à situação vexatória, o que é punido pelo Código Penal.

5-Há limites de porte dos animais (pequenos, médios ou grandes)?

Admitir que a Assembleia pudesse limitar o tamanho ou porte dos animais seria o mesmo caso de admitir que a Assembleia do condomínio possa limitar o tamanho do automóvel a ser estacionado na garagem ou o número de moradores residentes em uma mesma unidade. Em todos os casos, seja automóvel, seja número de moradores, ou ainda de animais, o que deve ser considerado é se o uso da propriedade é nocivo, se causa transtorno aos demais e infringe o direito de propriedade; caso contrário, seria apenas o exercício regular do direito de propriedade.

6-Há limites quanto à quantidade de animais por imóvel?

O direito de Propriedade assegura ao condômino a manutenção de quantidade que lhe pareça razoável dentro da sua unidade. A quantidade de animais dentro da unidade residencial ou de trabalho é algo que deve ser determinado por quem a ocupa. Se o condômino acha que pode conviver com mais de um, ou de dois, ou de três, ou de cinco animais, é uma avaliação sua e uma decisão que lhe cabe tomar dentro do direito que detém de reger a sua propriedade, assegurado pela Constituição Federal. Os vizinhos, ou o síndico, não podem interferir na vida intra proprietatis do condômino. Cabe ao condômino, que mantém os animais em sua unidade, observar o asseio e a higienização do local, dispensando-lhes os cuidados médicos que lhes proporcionem conforto e bem estar; cuidados necessários à saúde como contratar pessoas para cuidar deles, de forma a que estejam sempre bem, mantendo-se a unidade limpa e em condições normais de habitação.

7-Como proceder em caso de convenções com cláusulas proibitivas, que afetem os proprietários dos animais de estimação?   

A convenção condominial que proíbe a permanência de animais dentro das unidades dos apartamentos encontra-se em desacordo com as leis vigentes no país. Assim, apesar da convenção ser a regra maior entre os condomínios, nem todas as normas que versam sobre as unidades autônomas, no que se refere a restringir direitos, devem ser nela tratadas. No que se refere à posse e à manutenção de animais domésticos dentro dos condomínios, em consonância com o princípio da razoabilidade e da garantia constitucional de propriedade, deve-se levar em consideração o potencial ofensivo do animal, ameaças e os eventuais prejuízos ou inconveniências geradas aos condôminos, respeitando o direito individual de possui-lo, ou seja, deve-se analisar caso a caso, respeitando sempre tanto o direito individual quanto o coletivo.

8-Há regras de boa convivência já estabelecidas ou cada condomínio pode ter as suas?

Cada condomínio estabelece a sua desde que a convenção esteja de acordo às legislações vigentes no país, não podendo ir contra elas, traçando suas normas em conformidade com as leis esparsas e com a Constituição Federal.

9-Há algum item relacionado à pertubação do sono ou da convivência com moradores, como no caso de cães que ladram muito?     

Ao Tutor do animal cabe zelar pelas regras de boa convivência. Direitos e Deveres do Tutor, vejamos: Latidos intermináveis e barulhos podem tornar a vida do seu vizinho um inferno. É de responsabilidade do tutor que a presença do cachorro não prejudique a vida dos demais e o bom funcionamento do local.  (Art. 42, IV do Decreto-Lei Nº 3.688/41).

Para esse problema, um especialista em comportamento deve ser chamado e uma conversa com os prejudicados é o primeiro caminho, com o intuito de avisar sobre medidas tomadas para que haja uma mudança.

Ainda sobre os barulhos e ruídos que incomodam, as unhas do cão entram nessa lista de repetições insuportáveis. O sossego deve ser respeitado, caso contrário, o tutor pode chegar a ser preso. (Art. 42, IV do Decreto-Lei Nº 3.688/41).

 10-Há advogados especializados nesse assunto? Em caso de problemas, em qual área do Direito buscar o profissional?

Não, pois o assunto aqui tratado versa sobre vários ramos do direito, todavia profissionais especializados em Direito Civil e Imobiliário são os mais indicados para representá-los.

11-Há algum documento ou declaração que os proprietários de animais podem obter para facilitar, no caso de haver problemas no condomínio?

 Não, apenas que ambas as partes envolvidas respeitem os direitos e deveres existentes.

 

FIV e FeLV O pesadelo dos amantes de gato

A FIV (Feline Immunodeficiency Virus) ou AIDS felina e FeLV (Feline Leukemia Virus) ou leucemia felina são doenças virais inicialmente silenciosas e perigosas. O grande desafio é que esses vírus podem passar anos no organismo do gato sem que o proprietário saiba.

O diagnóstico precoce é extremamente importante para o controle dessas graves doenças, pois o seu Médico Veterinário irá orientar sobre as formas de fortalecer o sistema imunológico, o que pode ajudar a manter a saúde do seu gatinho, mesmo sendo um animal portador.

 

O exame de sangue comum (hemograma) não detecta especificamente os vírus da FIV e FeLV, portanto não pode ser usado para identificar pacientes acometidos por essas infecções. A única forma de descobrir é realizando teste de detecção de antígeno e anticorpo. O teste pode ser realizado em consultório com resultados imediatos.

Os gatos com AIDS e leucemia felina ficam doentes com freqüência, mas o perigo é que grande parte dos animais são assintomáticos. Por esse motivo, todos os animais devem ser testados pelo menos uma vez na vida, inclusive os que vivem dentro de apartamento sem contato com outros animais.

 

FIV

A infecção compromete o sistema imunológico do animal, interferindo na capacidade de combater infecções e predispondo o organismo a diversas doenças secundárias recidivantes e/ou persistentes.

O gato contrai a imunodeficiência felina principalmente por meio do contato com a saliva e sangue, por isso as formas mais comuns de transmissão são por mordidas, arranhaduras ou contato sexual. As fêmeas podem transmitir aos filhotes por via transplacentária (durante a gestação) ou na amamentação.

FeLV

Os animais que possuem sistema imunológico debilitado permanecem contaminados, podendo manifestar complicações sistêmicas, como desordens hematológicas, neoplasias e infecções secundárias persistentes.

A infecção é transmitida principalmente pela saliva e lágrima do animal infectado, mas também é possível encontrar partículas virais na urina, fezes e leite. Assim como na FIV, os filhotes podem ser contaminados ainda na fase uterina.

Triste realidade

Os abrigos de gato infelizmente possuem muitos animais positivos para AIDS felina e Leucemia felina, esses animais geralmente são rejeitados pelos adotantes, permanecendo por toda a vida à espera de um lar.

O abrigo Morada da Floresta (Vila Velha-ES) está realizando o teste em todos os seus animais com a ajuda de colaboradores. Os animais negativos estão sendo vacinados com a vacina quíntupla felina, única que possui proteção contra o vírus da leucemia felina. A imunodeficiência felina ainda não possui vacina disponível no mercado.

Para proteger o gato saudável dessas doenças virais é necessário impedir que ele tenha contato com animais positivos, evitando acesso à rua e realizando teste específico antes de introduzir um novo membro na família.

Se você não possui gatos e está em busca de um amiguinho para adotar, ajude nessa difícil missão de arrumar um lar para animais FIV e/ou FeLV positivos, com certeza eles retribuirão com muito carinho e alegria!

 

Dra. Maira Corona da Silva
Médica Veterinária- CRMV 1424