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Ibama realiza soltura de 115 animais recuperados em Alagoas

Técnicos do Instituto do Meio Ambiente (IMA-AL) e da Superintendência do Ibama em Alagoas realizaram, na manhã desta quinta-feira, 17, a soltura de 115 animais silvestres em uma área preservada de Mata Atlântica e uma tartaruga em uma praia de Maceió. Todos estavam em observação no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS/Ibama/AL).

Entre as espécies reintroduzidas, 97 pássaros, cinco preguiças, três iguanas, dois tejos, três jiboias, dois jacarés filhotes, dois cágados de barbicha e uma tartaruga marinha. Entre os pássaros, foram soltos animais das espécies cebite, sabiá-laranjeira, saíra-beija-flor, pintor-verdadeiro (sete-cores), sanhaço-cinza, pipira-preta, guriatã-verdadeiro e papa-capim (coleirinho).

A tartaruga chegou ao Centro de Triagem na última terça-feira com um pequeno ferimento na carapaça, mas o animal encontrava-se em boas condições de saúde e foi reintroduzido hoje em uma praia do Litoral Norte alagoano.

De acordo com Ana Cecília Lopes, consultora ambiental do IMA e médica veterinária, todos os animais foram marcados para facilitar os trabalhos de monitoramento pós-soltura. “Os mamíferos e repteis receberam microchips e os pássaros foram anilhados para identificação em casos de futuros avistamento. Todos estavam em boas condições de soltura”, destacou.

A equipe segue com as ações de soltura nesta sexta-feira, 18. Dessa vez os técnicos irão até a região do sertão para realizar a soltura de pássaros, répteis e mamíferos de espécies típicas do Bioma Caatinga.

Fonte: Cada Minuto

Cachorro de rua se esconde em carro e acaba adotado em Cariacica

A publicação já tem mais de 150 mil curtidas nas redes sociai

Uma publicação compartilhada nas redes sociais tem emocionado os internautas apaixonados por animais. Ao parar em um posto de combustíveis, em Jardim América, Cariacica, uma cachorra entrou no veículo de uma mulher. Ela, entendendo que a “fofínea” tinha a escolhido como dona, levou a cachorra para casa.
Uma página que publica histórias legais sobre animais compartilhou o post da mulher. A publicação já tem mais de 150 mil curtidas, mais de 11.300 compartilhamentos e mais de 2.800 comentários. Confira:

Projeto que proíbe venda de fogos de artifício é aprovado na Câmara de Porto Alegre, RS

Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Medida passará a valer após sanção do Executivo.

Os vereadores da Capital aprovaram por unanimidade um projeto de lei que proíbe a fabricação e venda de fogos de artifício em Porto Alegre. O texto veda à prefeitura a concessão de alvará de funcionamento a empresas do setor. A proposta, de autoria da vereadora Lourdes Sprenger (PMDB), também cancela as licenças já concedidas na cidade. Para entrar em vigor, a matéria precisará ser sancionada pelo prefeito José Fortunati. A prefeitura ainda não se posicionou sobre o tema.

— É uma luta antiga que se intensificou depois do que aconteceu na Boate Kiss. As empresas não quiseram se modernizar, nem criar um fundo para auxiliar o município no cuidado de feridos — relata a vereadora.

Na justificativa, Lourdes Sprenger lembra do risco de acidentes no manuseio dos artefatos, mas também destaca a perturbação de doentes em hospitais e animais que possuem alta sensibilidade auditiva.

Pareceres

O projeto foi votado pela Câmara mesmo tendo recebido parecer contrário na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. No relatório, é destacado que a competência para legislar sobre a fabricação e a venda de fogos de artifício é exclusiva do Exército. Ainda assim, o texto foi aprovado. O texto original ainda previa a proibição do uso dos artefatos em Porto Alegre. O trecho foi retirado através de emenda.

Por Mateus Ferraz 

Fonte: Olhar Animal

 

MPE/AL entra com pedido para suspender o Campeonato Brasileiro de Vaquejada

Evento está programado para acontecer no período de 23 a 27 de novembro na cidade do Pilar.

Depois de Palmeira dos Índios, o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), por meio da Promotoria de Justiça de Pilar, ajuizou uma ação civil pública, com pedido de tutela liminar, dessa vez para suspender o 14º Campeonato Brasileiro de Vaquejada, organizado pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM). O evento está programado para ocorrer no período de 23 a 27 de novembro, no Parque Artur Filho, no Município do Pilar.

O procedimento em desfavor da ABQM e do Município chegou ao Juízo de Direito da Comarca de Pilar na quinta-feira e tem como base a decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou inconstitucional a Lei nº 15.299/2013 do Estado do Ceará, responsável por regulamentar a vaquejada como atividade desportiva e cultural. Os ministros da principal corte do país entenderam que a atividade infringe maus tratos e crueldade aos animais.

Na ação civil pública, o promotor de Justiça Jorge Dória afirma que, durante a vaquejada, muitas lesões podem acontecer no momento da derrubada do boi, seja ela realizada enquanto uma “caçada livre”, seja realizada em uma situação simulada, como ocorrem nas competições festivas.

“Os maus tratos infringidos em decorrência destes movimentos são conhecidos e discutidos há longas datas, mesmo quando as lesões não são facilmente perceptíveis. Todavia, em outras situações, os movimentos, além de maltratarem o animal, também resultam em graves ferimentos e mutilações de fácil aferição como ocorre, por exemplo, quando a cabeça do boi é quebrada ou o rabo extirpado”, explica o promotor de Justiça.

Jorge Dória também destaca que o sofrimento imposto aos animais durante a competição tem como motivação a diversão de um pequeno grupo de expectadores. Ele também critica a finalidade lucrativa do evento ao custo da saúde dos equinos e bovinos.

“Em geral, a grande maioria das pessoas que aufere lucros com os serviços realizados em torno desses eventos possui outras atividades como meio de sobrevivência. Na competição, os chamados ‘vaqueiros profissionais’ são, muitas vezes, ‘desportistas’ atraídos por premiações em dinheiro que, ao adentrar na arena montados em cavalos adquiridos a peso de ouro (ou mais que isto!), preocupam-se muito mais com a apresentação pessoal, do que como bem-estar dos cavalos ou dos bois”, afirma o titular da Promotoria de Justiça de Pilar.

Responsabilidades e pedidos

O Ministério Público do Estado de Alagoas responsabiliza a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha por prosseguir com a organização do 14º Campeonato Brasileiro de Vaquejada, a despeito do julgamento do STF sobre a inconstitucionalidade da legislação que regula a vaquejada, iniciado em agosto de 2015 e passível de acabar em qualquer uma das sessões da Corte neste ano. Para o órgão ministerial, a ABQM assumiu o risco de perder os investimentos ao saber que o evento poderia ser cancelado a qualquer momento.

No que se refere à condição de polo passivo da demanda do Município do Pilar, o promotor de Justiça Jorge Dória explica que o ente federativo autorizou tacitamente a realização da vaquejada e de vários outras já realizadas na cidade, vinculando-se a uma atividade ilícita e agora inconstitucional. Para o titular da Promotoria de Justiça do Pilar, a conduta do Município contraria a ordem jurídica vigente e demanda intervenção judicial para reverter a situação.

Além do pedido de medida liminar para impedimento da 14º Campeonato Brasileiro de Vaquejada, sob o argumento da proximidade do evento, o Ministério Público Estadual requer que a ABQM e o Município do Pilar se abstenham de autorizar, apoiar, patrocinar e realizar qualquer ato que importe ou contribua com a realização de qualquer espetáculo de vaquejada. O órgão ministerial também quer que a autoridade municipal revogue todos os atos administrativos que já tenham sido emitidos em benefício da atividade.

Caso a decisão judicial seja descumprida, o Ministério Público pede que incida em desfavor das partes demandadas multa diária de R$ 100 mil, além da apreensão dos instrumentos utilizados na atividade e dos respectivos animais. A desobediência à determinação poderá implicar também em prisão dos responsáveis por flagrante delito e persecução criminal pelos crimes que o descumprimento da ordem vier a importar.

Todas as multas aplicadas e valores recolhidos no âmbito do processo em destaque deverão ser revertidas ao Fundo Municipal do Meio Ambiente.

 

Fonte: Olhar Animal

Câmara Municipal de Atibaia (SP) aprovou projeto que proíbe rodeios e vaquejadas

O vereador Prof. Rodrigo, diante da votação, agradeceu o apoio de seus pares.

Câmara Municipal aprovou projeto que proíbe rodeios e vaquejadas em Atibaia (Foto: Reprodução Internet)

A Câmara aprovou, na sessão da última segunda-feira, 7 de novembro, projeto do vereador Prof. Rodrigo Parras que proíbe vaquejadas, farras de boi e rodeios no município. Tomando como base a decisão do Supremo Tribunal Federal do dia 6 de outubro, que por seis votos a cinco, considerou a prática das vaquejadas como inconstitucional, o vereador lembrou-se da luta desenvolvida para que o rodeio fosse proibido em Atibaia.

Defensor da causa animal e presidente da Comissão de Bem-Estar Animal da Câmara, Rodrigo agradeceu o apoio dos pares para a aprovação. Ele lembrou que o projeto foi incentivado por militantes de Atibaia, reunidos em ongs. Segundo o vereador, a aprovação da Câmara veio em bom momento, já que a Promotoria do Meio Ambiente, em Bragança, apresentou ação civil pública, pedindo que tanto o rodeio como a exposição agropecuária, por questões sanitárias, não aconteçam em perímetro urbano e que rodeios realizados na cidade vizinha não possam fazer uso de instrumentos e atividades que impliquem maus-tratos aos animais.

A Promotoria de Bragança citou esses instrumentos: Calf Roping (laçar bezerros com apenas 40 dias de vida); Team Roping (um peão laça a cabeça de um garrote enquanto outro lança as pernas e em seguida o esticam); Bulldoggin (com o cavalo a galope, o peão atira-se sobre a cabeça de um garrote em movimento pelo chifre, torcendo-o violentamente); vaquejadas (dois peões, em cavalos a galope, cercam garrote em fuga. Um dos peões traciona e torce a cauda do animal até que se tombe); e montarias (montar o peão no animal e nele se manter enquanto salta, com uso de esporas, sedém, sinos, peiteiras e choques elétricos).

De acordo com a sentença, “a proteção aos animais e a vedação a maus tratos ou condutas que empreguem meios cruéis decorrem de ordem constitucional”. Em resumo, o evento vai poder continuar acontecendo, inclusive os shows no Posto de Monta, mas o rodeio e a exposição deverão ser em perímetro rural, sem as atividades de maus-tratos.

“A proibição em Bragança poderia trazer esse evento para Atibaia. Com a aprovação do nosso projeto, conseguimos barrar essa ameaça”, concluiu o vereador Prof. Rodrigo.

Da Redação com informações provenientes do Departamento de Comunicação Câmara Municipal da Estância de Atibaia

Cachorro é retirado de incêndio em fábrica de pneus em Cariacica (ES)

Foto: Reprodução/ TV Gazeta

Um cachorro foi resgatado durante um incêndio em fábrica de pneus em Alto Lage, município de Cariacica (ES) nesta terça-feira, 15. As chamas foram controladas pelos bombeiros por volta das 13h. O fogo destruiu três andares do imóvel.

O incêndio começou por volta das 9h. Um funcionário do local disse que ele e mais dois trabalhadores estavam dentro do galpão quando houve um curto-circuito em uma máquina. Eles saíram correndo assim que o fogo começou.

Porém o cachorro, que seria tutelado pelo dono da fábrica, foi deixado no local. Segundo os bombeiros, ele fugiu das chamas entrando ainda mais no imóvel, até ficar encurralado pelo fogo. Ele foi encontrado no escritório da empresa e foi resgatado sem queimaduras ou ferimentos.

A Rodovia José Sette ficou interditada durante o trabalho dos bombeiros. “A maior dificuldade foi o risco de desabamentos. Essa foi uma operação perigosa, mas o bem maior, que é a vida, foi preservado. Nós conseguimos chegar a tempo de retirar todos os moradores que residiam ao redor da fábrica”, explicou a tenente Gabriela, do Corpo de Bombeiros.

As causas do incêndio serão investigadas e também serão verificadas as estruturas dos imóveis próximos à fábrica. O dono do estabelecimento não quis se pronunciar.

Fonte: G1

Vereador apresenta projeto que prevê fogos de artifício silenciosos em Taubaté (SP)

A Câmara de Taubaté vai analisar um projeto que prevê a utilização exclusiva de fogos de artifício silenciosos em eventos realizados em Taubaté (SP). O texto foi apresentado pelo vereador Douglas Carbonne (PCdoB).

O projeto prevê incluir no Código de Ordenação Espacial de Taubaté, que é de 1991, a determinação de que “atividades comemorativas desenvolvidas pela municipalidade ou por particulares obrigatoriamente utilizarão fogos de artifício silenciosos”

Na justificativa do projeto, o vereador alega que o texto visa “proteger cães, gatos, pássaros e demais espécies do imenso barulho produzido pela queima dos fogos tradicionais, altamente prejudicial aos animais”.

O parlamentar alega que “tal atitude garante os direitos animais sem tirar o sentido das apresentações pirotécnicas, ao mesmo tempo, mantém intacto o brilho aos eventos tradicionais”.

Ainda não há previsão de quando o projeto será votado.

Fonte: Gazeta de Taubaté

Após vetar vaquejada, Supremo vai julgar sacrifício religioso de animais

Ministro Marco Aurélio liberou voto e caberá a Cármen Lúcia marcar data. MP gaúcho quer derrubar lei que exclui punição em ritual de origem africana

 

Após a polêmica decisão que condenou a realização das vaquejadas no país, o Supremo Tribunal Federal (STF) está pronto para julgar uma outra ação que promete colocar em pólos opostos defensores dos animais e de tradições culturais brasileiras.rituais_stf_article-0-1c90f66000000578-804_306x423

Nesta semana, o ministro Marco Aurélio Mello liberou para decisão do plenário um processo que discute o sacrifício de animais em rituais religiosos de origem africana.

Caberá agora à presidente da Corte, Cármen Lúcia, marcar uma data para o julgamento, ainda sem previsão para ocorrer.

Na ação, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) busca derrubar trecho de uma lei gaúcha que livra de punição por maus tratos a animais cultos e liturgias das religiões de matriz africana que praticam sacrifícios, como o candomblé.

A lei foi aprovada em 2004 pela Assembleia Legislativa do estado com 32 votos a favor dois contrários. Na época, o autor da proposta, deputado Edson Portilho (PT-RS), argumentou que vários praticantes e sacerdotes estavam sendo processados após os cultos.

O Ministério Público tentou derrubar a exceção dada às religiões africanas junto ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), mas teve o pedido negado. O órgão, então, recorreu ao STF em 2006, para tentar novamente derrubar esse trecho da lei, que permanece em vigor.

A decisão a ser tomada pela Corte valerá apenas para o Rio Grande do Sul, mas como será proferida pela mais alta Corte do país, poderá criar um entendimento que influencie outros tribunais de instâncias inferiores.

No Brasil, é considerado crime, com pena de prisão de três meses a um ano, os maus tratos a animais, que podem consistir em atos de abuso, como ferir ou mutilar espécies silvestres, domésticas, nativas ou exóticas.

No capítulo sobre o meio ambiente, a Constituição também prevê a proteção da fauna, proibindo práticas “que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade”.

A grande discussão a ser travada no STF é saber se a liberdade de culto, o caráter laico do Estado e a proteção a manifestações culturais deve prevalecer, nesses casos, sobre a proibição de maus tratos e a proteção do meio ambiente.

No processo que será julgado, diversos órgãos e entidades se manifestaram sobre o assunto. A controvérsia teve oposição dentro do próprio Ministério Público. O pedido do MP-RS foi contestado até mesmo pela Procuradoria Geral da República, órgão de cúpula da instituição.

Veja abaixo, o que argumentaram, resumidamente, cada um dos envolvidos no caso:

O que diz o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS)

Em seu pedido, o Ministério Público do Rio Grande do Sul argumentou que somente a União poderia excluir determinada conduta de punição penal. O órgão sustenta que a própria lei federal que penaliza os maus-tratos a animais, não cria exceção para os rituais religiosos.

O MP reconhece a importância do sacrifício nos cultos, dizendo que impedir a prática implicaria na “perda da própria identidade de sua expressão cultural”. Entretanto, argumenta que, em cada caso, cabe ao Judiciário avaliar se o ritual ultrapassou os limites.

“Ritos exóticos sem significação cultural, abate de animais em vias de extinção, utilização de meio desnecessário à atividade, provocação de sofrimento exagerado aos animais, entre outras, são circunstâncias que deslegitimam a expressão cultural, caracterizando infração até mesmo penal”, diz a peça.

Outro argumento do MPE-RS é que a lei estadual contraria a igualdade, ao beneficiar apenas as religiões africanas, lembrando que judeus e muçulmanos também sacrificam animais. “Se é verdade que tais religiões têm um papel significativo na cultura brasileira, não se pode esquecer que privilegiamentos específicos são incompatíveis com a natureza laica do Estado”.

O que dizem a Constituição e as leis sobre maus tratos a animais?

Constituição

“É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público” (art. 19, I).

“O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional” (Art. 215, § 1º)

“Incumbe ao Poder Público proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade” (art. 225, § 1º, VII)

Lei Federal

“Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa. Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal”

“Não é crime o abate de animal, quando realizado em estado de necessidade, para saciar a fome do agente ou de sua família; para proteger lavouras, pomares e rebanhos da ação predatória ou destruidora de animais, desde que legal e expressamente autorizado pela autoridade competente; por ser nocivo o animal, desde que assim caracterizado pelo órgão competente”.
(arts. 32 e 37 da Lei 9.605/1998).

Lei estadual do Rio Grande do Sul

“É vedado ofender ou agredir fisicamente os animais, sujeitando-os a qualquer tipo de experiência capaz de causar sofrimento ou dano, bem como as que criem condições inaceitáveis de existência; […] enclausurar animais com outros que os molestem ou aterrorizem; […] Não se enquadra nessa vedação o livre exercício dos cultos e liturgias das religiões de matriz africana” (art. 2º da Lei 11.915/ 2003, atualizada pela Lei 12.131/2004)

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O que disse o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS)

No Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), o pedido do Ministério Público estadual foi rejeitado. Ao julgar o caso, a Corte entendeu que o valor cultural do sacrifício prevalece sobre a proteção ao meio ambiente.

“Bastaria, a meu ver, um único praticante de religião que reclame o sacrifício de animais para que a liberdade de culto, essencial a uma sociedade que se pretenda democrática e pluralista, já atue em seu benefício”, escreveu em seu voto o desembargador Araken de Assis, relator.

O que disse a Procuradoria Geral da República (PGR)

Em parecer sobre o caso, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, manifestou posição contrária ao MP-RS. Afirmou que a redação da lei gaúcha deve ser interpretada de forma a abarcar todas as religiões, não havendo privilégio aos credos africanos.

Argumentou ainda que a eliminação do texto poderia “deixar sob suspeita” a realização de cultos com sacrifícios, independentemente da religião.

Por fim, apontou que uma eventual restrição aos rituais não traria “ganho significativo” para o meio ambiente, levando-se em conta que os mesmos animais já são sacrificados para consumo humano em matadouros.

“A par das imolações rituais, seguirão os abates de forma extensiva dos mesmos animais, já agora como fonte de proteína na cadeira alimentar humana. Não há como pressupor tenha o sacrifício religioso requintes de crueldade e que seja obsequiosa a extensiva matança comercial”, escreveu na ação.

O que disse a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (AL-RS)

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul rebateu, em seu parecer, que o estado tenha invadido competência da União. Esclareceu que a lei estadual apenas impõe punições administrativas – como aplicação de multas pelo governo gaúcho – e não criminais – como a prisão, que só poderiam ser definidas ou excetuadas pelo Congresso Nacional.

Em relação ao suposto privilégio das religiões africanas, a Assembleia explicou que a lei tratou apenas das religiões africanas porque no estado não existem outras que sacrifiquem animais. Informou ainda, que, antes da lei, diversos praticantes e sacerdotes de religiões africanas estavam sendo processados por maus tratos a animais.

“A declaração de sua inconstitucionalidade renovaria as ações belicosas em detrimento do exercício livre da crença e de suas liturgias. Assim, restaria não atingida uma das funções do direito que é o de promover a paz social”, diz o parecer.

O que diz o Movimento Gaúcho de Defesa Animal (MGDA)

Em parecer no processo, o Movimento Gaúcho de Defesa Animal (MGDA) defendeu a punição de praticantes de sacrifícios. Além da crueldade, apontou que o ritual, “além de extremamente macabro”, pode prejudicar a saúde das pessoas, considerando que as vísceras são consumidas após a imolação.

Além disso, disse que as tradições de origem africana devem se submeter às regras brasileiras, em atenção à “soberania” do país.“É uma tradição africana, e portanto, deve-se adaptar às regras brasileiras. É como se a comunidade espanhola existente no país resolvesse realizar touradas”, argumentou.

O que disseram entidades que representam religiões africanas

Em parecer dentro do processo, diversas entidades ligadas às religiões africanas, sediadas em Porto Alegre e São Paulo, manifestaram contrariedade à ação do MP. Além da defesa da liberdade religiosa e o caráter laico do Estado, garantidas também por acordos internacionais,  destacou julgamento semelhante ocorrido em 1993 nos Estados Unidos.

Na época, a Suprema Corte americana derrubou a proibição imposta pela comunidade de Hialeah, na Flórida, sobre sacrifícios de uma igreja pertencente à santeria, de origem cubana.

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“As mesmas normas municipais conviviam com a matança de animais praticada pelos judeus – uma regra da dieta alimentar judaica – sem que tais matanças fossem condenadas, pelo que a hostilidade em relação à Church of the Lukumi configurava indisfarçável discriminação”, diz o parecer.

Assinaram a peça a Organização de Mulheres Negras (Maria Mulher), a Congregação em Defesa das Religiões Afrobrasileiras (Cedrab), a União dos Negros pela Igualdade (Uninegro), o Ilê Axé Yemonja Omi-olodo e C.E.U Cacique Tupinambá e o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert).

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Ritual no Nepal (Foto ilustrativa / reprodução internet)

Por Renan Ramalho

Fonte: Olhar Animal 

Médicos veterinários protestam contra apoio de seu conselho à vaquejada

Um grupo de profissionais foi para porta da entidade com faixas e cartazes. Eles consideram que nota do CRMV-MG divulgada no mês passado reflete opinião isolada.

Médicos veterinários e ativista em defesas dos animais protestaram no começo desta noite contra a nota divulgada pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais (CRMV-MG) em que manifestam favoráveis à vaquejada. Com faixas e cartazes, o grupo alertava as pessoas sobre a posição contrária dos profissionais da área em relação ao apoio do CRMV-MG ao que chamaram de “maus-tratos” dos animais. O ato foi em frente à sede do conselho, na Rua Platina, no Prado, Oeste da capital.

Um abaixo-assinado com cerca de 500 assinaturas de médicos veterinários foi protocolado no CRMV. A nota, assinada pelo presidente do conselho, Nivaldo da Silva, é de 27 de outubro, e foi publicada no site da entidade 21 dias depois que o Supremo Tribunal Federal (STF), concluiu o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4983, considerando a vaquejada inconstitucional.

“O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Minas Gerais (CRMV-MG), sente-se no dever institucional de manifestar-se sobre as vaquejadas e eventos semelhantes”, diz a nota do dirigente, que foi alvo de protesto. “O CRMV-MG posiciona-se favorável aos esportes equestres regulamentados e fiscalizados; praticados dentro das normas estabelecidas no Manual de Boas Práticas para o Bem-Estar Animal em Competições Equestres publicado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; bem como as regras estabelecidas pelas Associações de Criadores de Equinos”, posiciona-se o comunicado.

Ainda, na publicação, o presidente do conselho diz solidário aos “mais 600 (seiscentos) mil trabalhadores do país envolvidos nos eventos em referência”. E convoca as autoridades federais competentes para a urgente regulamentação da matéria.

Presidente do conselho quer preservar cultura popular

“O CRMV-MG entende que é muito importante preservar as manifestações da cultura popular e é obrigação do poder público federal regulamentar as vaquejadas e outros eventos semelhantes por intermédio de norma que indique as medidas de proteção à saúde e à integridade física do público, dos técnicos, dos vaqueiros e dos animais”, finaliza. No conselho ninguém foi encontrado para falar do protesto.

Para o médico veterinário Gilson Dias, o posicionamento da nota do conselho não representa o pensamento da categoria, e é apenas “uma manifestação isolada do dirigente” da entidade. “A prática da vaquejada é contrária os princípios de nossa formação, que busca aliviar o sofrimento dos animais. Somos contrários a qualquer prática que subjuga um animal e lhe imponha maus-tratos”, aponta Dias.

Veterinários sugerem tortura de animais em vaquejadas

“Nós formamos em medicina veterinária pra salvar os animais e não torturá-los. Como o Conselho Regional de Medicina Veterinária emite esta nota apoiando vaquejadas sem consultar os associados?”, ressaltou Marcela Ortiz, médica veterinária associada, que segurava um dos cartazes no protesto.

Para Adriana Araújo, coordenadora do Movimento Mineiro dos Direitos dos Animais (MMDA), a  decisão do STF só veio a reafirmar o que está previsto no artigo 225 da Constituição Federal e o que diz a Lei 9605/98, que trata como crime maus-tratos de animais. Segundo Adriana, o ato desta segunda-feira é apenas uma prévia da grande mobilização marcada para 27 de novembro em todo o país, denominada de “Crueldade nunca mais”, em apoio a decisão do STF.

 

Fonte: Olhar Animal


Nota do Olhar Animal: O apoio do CRMV-MG às vaquejadas e o protesto dos veterinários mostra o quanto este e outros CRMVs estão distantes de representar seus associados e a profissão. Por que a entidade, que deveria lutar pela preservação do bem-estar e, principalmente, da vida dos animais, apoia uma atividade escandalosamente danosa a eles? Simples: interesses econômicos em jogo, em especial os vinculados ao agronegócio. Grupos de poder se encastelam nestas associações para inclusive oprimir aqueles veterinários que realmente se dedicam a manter a essência da profissão, perseguindo e criando entraves aos que, por exemplo, fazem trabalhos sociais. Felizmente, vários veterinários começam a se rebelar pelo país, em defesa dos animais e da dignidade de uma linda profissão que exige respeito e cuidados com vida destes seres vulneráveis, posicionando-se contra a inadmissível cumplicidade com as atrocidades cometidas contra eles.

Com dívida de R$ 17 mi, Suipa luta para manter serviço de proteção animal

Suipa abriga, atualmente, 4.530 animais abandonados, entre cães e gatos (Foto: Marcelo Regua/ Metro Rio)

“A expectativa, daqui para  frente, que também é meu sonho e objetivo, é fazer da Suipa uma referência, um modelo de abrigo. Isso requer muito trabalho e dinheiro. Mas nós vamos conseguir.” É com todo esse otimismo, que o pernambucano Marcelo José Mattos Marques, 54 anos,  encara a missão de ser o novo presidente da Sociedade União Internacional Protetora de Animais, em Benfica, e assumir as inúmeras dificuldades da entidade. Ele, que é ilustrador e há 15 anos produz os desenhos do site e o material de divulgação da Suipa, assumiu recentemente o cargo após a morte de Izabel Nascimento, a Bebel da Suipa, em agosto.

Apesar de a Suipa ser a maior e mais antiga instituição do Rio que abriga animais de rua, há 71 anos em funcionamento, os problemas são muitos: uma dívida acumulada com o Governo Federal já está em cerca de R$ 17 milhões, e despesas com fornecedores atualmente estão em aproximadamente R$ 70 mil. Já os salários dos quase 150  funcionários, que estavam há três meses sem receber, estão sendo pagos. “O problema financeiro da Suipa é sério. Mesmo que eu tenha todas as dívidas zeradas, é uma loteria todo fim do mês, porque a gente não produz: nós vivemos de doações. Pago os salários ou compro comida para os animais? É muito difícil”, observa Marcelo.

Superlotação

Enquanto o novo presidente da entidade fala de seus planos, a vira-latas Rose, de 3 anos de pura fofura e carência, olha para a repórter e dá o bote faceira: sacode o rabo numa felicidade só, sobe no colo e faz cara de “me leva”!. A cadelinha é um dos 4.530 animais abrigados na Suipa, entre cães e gatos, de raça ou sem raça definida, que estão à espera de um dono [veja alguns desses ‘menores abandonados’ na página ao lado.]

Quem sabe, Rose não terá logo a mesma sorte da vira-latas Laís, que encantou à primeira vista a dona de casa Delma Campagnac, 72 anos, moradora de Vila Isabel: “Minha neta pediu um cão adotado na Suipa. Mas, também decidi adotar, porque assim tiramos um animal do sofrimento. Darei amor à Rose e espero que meu gesto incentive mais adoções”, conta.

A superlotação de animais, aliás, é um problema rotineiro. “Infelizmente, é grande o número de animais abandonados semanalmente aqui. Enquanto que, o número de adoções, é bem inferior”, lamenta a supervisora veterinária Raquel Rocha, 34 anos.

“Esse é um problema que sempre vai existir, então, um dos nossos projetos é começar a trabalhar com escolas e educar as crianças sobre o relacionamento humano com animais”, adianta Marcelo.

Campanhas têm ajudado  a arrecadar ração

Segundo o advogado Reynaldo Velloso, presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil (CPDA/OAB-RJ), a Suipa reconquistou o título de Utilidade Pública Federal. O próximo passo é obter o título de Filantropia e seguir na luta pelo perdão da dívida com o Governo Federal – em 1995, a Suipa perdeu os dois títulos, que a tornava isenta de pagar impostos ao INSS Patronal. Desde então, a dívida foi se acumulando, e hoje está estacionada em R$ 17 milhões.

“Entendemos ser necessário, no momento, uma maior flexibilização das adoções de animais na instituição. Nossa sugestão é que a entidade deva focar prioritariamente no seu hospital veterinário e no programa de castrações. Medidas administrativas para diminuição de custo também devem ser adotadas para ter viabilidade financeira e operacional”, comenta o advogado.

Aliás, a clínica veterinária da Suipa tem preços mais em conta:  consulta por R$ 40, vacinas a R$ 50 e esterilização a R$ 60. E dívidas à parte, campanhas têm sido realizadas para arrecadar ração e incentivar a adoção – diariamente, os animais abrigados consomem 1,5 tonelada de ração.

As próximas campanhas acontecem nos dias 5, 19 e 26/11, na rua do Russel, na Glória (em frente ao antigo prédio da TV Manchete).

Fonte: Olhar Animal

Notícias mais antigas

Centro de reprodução de pandas apresenta filhotes a público na China

Reprodução em cativeiro ainda é essencial para preservar os pandas. Panda gigante já não está em risco de extinção, mas ainda é vulnerável.

Um grupo de 23 filhotes de panda nascidos em 2016 foram apresentados ao público em Chengu, na China, nesta quinta-feira (29). Eles nasceram na Base de Pesquisa de Reprodução de Pandas Gigantes de Chengdu, na província de Sichuan.

O panda gigante já não está em perigo de extinção, mas continua sendo uma espécie vulnerável, ameaçada pelas epidemias e pelas mudanças climáticas. Por isso os centros chineses de reprodução em cativeiro continuam sendo cruciais para garantir a sobrevivência desses animais.

 

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A Base de Pesquisa de Reprodução de Pandas Gigantes de Chengdu foi criada em 1987, devido à crescente ameaça de extinção do animal – um cenário catastrófico que parece ter sido descartado por enquanto.

A população do panda gigante se divide em 33 grupos diferentes, dos quais 18 têm menos de uma dúzia de exemplares cada, o que deixa a espécie em alto risco de desaparecimento, segundo pesquisadores.

Do G1, em São Paulo

Cães no escritório elevam o bem-estar do ambiente de trabalho

Quem convive com um cachorro em casa sabe a felicidade que esse anjinho de quatro patas traz. E a hora de desfrutar das alegrias promovidas pelo animal pode se estender até o seu local de trabalho.

Pesquisadores do Centro de Interação entre Seres Humanos e Animais, da Universidade da Comunidade de Virgínia (VCU) concluíram que a presença de um cachorro dentro do escritório pode expandir o bem-estar de todos os funcionários e do próprio animal.

A pesquisa analisou o dia a dia de algumas empresas americanas e constatou que os funcionários que levaram seus cachorros para o trabalho apresentavam um nível de estresse menor e um grau de produtividade maior do que os que não levaram nenhum animal.

Além disso, a presença do animal no escritório também melhora a interação entre os funcionários, criatividade, motivação e harmoniza o ambiente por completo.

Esses resultados surgiram em diversos departamentos nas empresas, como no marketing, setores operacionais, administração, entre outros.

Mas um ambiente em que os cães correriam soltos e fariam uma grande bagunça, poderia ter um efeito contrário e acabar prejudicando o rendimento e concentração dos funcionários.

Para isso, a empresa precisa contar com uma estrutura de recepção dos cães e de administração de problemas como fezes, agitações, acidentes, entre outros. Caso queira adotar o método, a empresa precisa também pensar em como lidar com aqueles funcionários que apresentam alergias ou fobias aos cachorros, por exemplo.

Fonte: Clube dos Animais

Caminhos para um ensino de qualidade, moderno é ético

Por Fátima ChuEcco

Segundo Silvana Andrade, fundadora e presidente da ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais, a primeira agência do gênero no mundo e a maior da América Latina, não há a mínima necessidade do uso de animais vivos na educação com tantos métodos substitutivos disponíveis: “Com todos os recursos existentes já há bastante tempo, as universidades não têm justificativa ética, financeira e tecnológica para continuarem com essa prática cruel e obsoleta de explorar animais no ensino. É preciso que os professores saiam do obscurantismo e ensinem de uma forma ética, eficiente e moderna. Essas práticas são na verdade, do ponto de vista didático, um processo de dessensibilização dos futuros profissionais que, ao invés, de humanizarem o atendimento aos pacientes, acabam se tornando frios”.

E ela lembra que, “a Lei Federal de Crimes Ambientais N º 9.605/98, em seu artigo 32, parágrafo 1º, diz que incorre em penas de maus-tratos contra animais quem realiza a experiência dolorosa ou cruel em um animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos quando houver recursos alternativos. E no parágrafo 2º diz ainda que a pena aumenta de 1/6 para 1/3 se ocorrer morte do animal”.

Nos Estados Unidos, mais de 90% das faculdades de Medicina não utilizam mais animais em experimentos, entre elas, instituições conceituadas, como Harvard, Stanford e Yale. Na Grã-Bretanha e Alemanha 100% as faculdades de medicina não utilizam mais animais em experimentos.

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Segundo o Comitê Médico para a Medicina Veterinária Responsável (com sede em Whashington),apenas quatro faculdades nos EUA e Canadá ainda usam animais vivos das 187 existentes.

“Hoje, já existem métodos substitutivos que dispensam o uso de animais, garantindo plena eficácia de aprendizado. Essa substituição é prevista por lei no Brasil, mas poucos estabelecimentos de ensino a cumprem, preferindo, ainda, consumir vidas de milhares de animais num processo que visa somente a passagem de conhecimento, não a obtenção dele. Nas melhores universidades europeias e inglesas, o uso de animais já foi abolido, demonstrando respeito para com a vida dos animais e para com os estudantes, que, desse modo, valorizam mais a vida, como um todo”, comenta Nina Rosa, presidente do Instituto Nina Rosa, em seu site.

O Brasil mostrou-se rumo a essa tendência ao ter a professora Júlia Maria Matera, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP premiada em fevereiro pela World Animal Protection, uma das entidades mais respeitáveis do mundo. A professora ficou em primeiro lugar no concurso “Métodos substitutivos ao uso prejudicial de animais no ensino humanitário da Medicina Veterinária e Zootecnia na América Latina”. O terceiro lugar do prêmio ficou para a professora Simone Tostes de Oliveira Stedile, da disciplina de Semiologia da Faculdade de Medicina Veterinária – Universidade Federal do Paraná.

Na USP eram utilizados cerca de 300 animais por ano recolhidos do CCZ e isso incomodava muito a professora Julia. “Pesquisamos alternativas e encontramos uma técnica para embalsamar cadáveres no século 18. Com a introdução dos cadáveres cedidos pelo Hospital Veterinario da FMVZ com autorização dos tutores, todos os alunos passaram a poder realizar os procedimentos e, inclusive, repeti-lo. Além disso você tem um aluno muito mais concentrado, que consegue prestar atenção e pode repetir o procedimento sem culpa”, declarou ao boletim da USP.

Rosângela Ribeiro, gerente de programas veterinários da World Animal Protection Brasil, disse por ocasião do concurso da instituição: “A professora Julia Matera revolucionou a forma de ensinar cirurgia porque passou do uso de animais vivos para o uso de cadáveres de fonte ética”.f-3-3

O site da World Animal diz ainda sobre a USP: “Os alunos aprendem a fazer incisões (cortes), suturar (costurar), conter hemorragias (sangramentos) e treinam técnicas cirúrgicas importantes antes de tratar animais que realmente precisam de atendimento. Frequentemente, nos cursos de medicina veterinária e zootecnia, o uso de animais em sala é feito de forma prejudicial. Isto significa que milhares de animais são submetidos a algum tipo de dor, estresse físico e/ou psicológico, privados de suas funções biológicas ou mesmo mortos para fins didáticos. Os métodos humanitários não prejudicam os animais. São simuladores (realidade virtual), manequins, impressoras 3D, vídeos de treinamento cirúrgico e uso de cadáveres de origem ética”.

Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, por exemplo, tecidos sintéticos e bonecos são utilizados para simulação no treinamento de suturas, pontos e punções vasculares, como conta o professor Brasil Silva Neto, do departamento de cirurgia. “Acreditamos que para o treinamento necessário dos alunos isto seja suficiente, antes que os mesmos tenham contato com pacientes. No último mês, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) inaugurou um centro de simulação virtual em cirurgia, onde não somente habilidades básicas, mas procedimentos mais avançados podem ser praticados em realidade virtual”.

O curso de veterinária da PUC-Campinas também aboliu o uso de animais vivos. “O uso de animais vivos em sala de aula dessensibiliza o aluno”, diz a professora Odete Miranda, da Faculdade de Medicina do ABC que não utiliza mais animais desde 2007 na graduação de Medicina. “O padrão internacional de ensino vai nessa direção”, diz Karen Abrão, diretora da Escola de Ciências da Saúde da Faculdade Anhembi-Morumbi que não utiliza animais vivos em seu curso de Medicina desde2008.

“Várias inovações foram divulgadas pelo veterinário Hassen Jerbi, um apaixonado pelo ensino de Medicina Veterinária. Entre as réplicas, há órgãos diversos, sistemas digestivos de cavalos, modelos de cães, vacas e até um bezerro para simular o parto”, diz a bióloga Karlla Patrícia no Blog Diário de Biologia.

 

No Dia Mundial dos Animais, ONG pede ajuda para construir abrigo

Nesta terça, 4 de outubro, é festejado o Dia Mundial dos Animais. Existem no Brasil hoje 52 milhões de cães e 22 milhões de gatos, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde de 2013, feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mas será que esses números são motivo de comemoração? Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que há no país 30 milhões de animais abandonados. Maltratar, abusar e abandonar animais são crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. As penas variam de 3 meses a 1 ano de prisão, além de multa.

Para ajudar a diminuir esse problema, a Associação MaxMello de Amparo à Vida Animal cuida de cerca de 400 cães e gatos abandonados em um sítio de 1.000 m2, em Ibiúna, no interior de São Paulo. No entanto, passados 12 anos, o local tornou-se pequeno para acomodar e cuidar adequadamente de tantos animais. Para construir um novo abrigo em um terreno doado de 30.000 m2, em Piedade, a 40 km de Ibiúna, a MaxMello lançou uma campanha de crowdfunding.

“Precisamos de mais espaço para cuidar bem dos nossos bichos. Em Piedade, pretendemos construir 50 canis, um gatil e toda a infra-estrutura para acolher animais que sofreram maus-tratos e merecem uma vida melhor”, diz Sandra Guilarducci, dona da ONG. A campanha, que fica no ar até o dia 12 de outubro, arrecadou até agora apenas 2% do valor solicitado de R$ 950 mil. Mas todos podem ajudar: as doações começam em R$ 10.

Fonte: Massa News

VISITAÇÃO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS EM HOSPITAIS É APROVADA PELA ALEP

A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou por unanimidade em redação final o projeto que permite a visitação de animais domésticos aos pacientes internados em hospitais. O projeto de lei nº 836/2015, apresentado pelo deputado Hussein Bakri (PSD) segue agora para sanção do governador Beto Richa.

Pela proposta, “fica autorizado o ingresso de animais domésticos e de estimação em hospitais privados, públicos, contratados, conveniados e cadastrados no Sistema Único de Saúde (SUS)”, que possuam sede no estado do Paraná.

Fica regulamentado que cada estabelecimento médico criará as normas para o ingresso dos animais para a visitação de pacientes. No caso de cachorros, além da coleira, quando necessário, o animal deverá estar com um enforcador e focinheira. Também será exigida a vacinação atualizada e higienização do animal.

Fonte: Massa News (com informações da ALEP)

Lóris correm risco de extinção devido ao comércio da espécie

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Fotografias divulgadas recentemente pelo Animal Rescue International (IAR) mostram a difícil realidade dos lóris lentos – pequenos animais conhecidos por sua aparência “fofa” – que são capturados na natureza para serem comercializados como animais domésticos.

Uma das imagens retrata um pequeno lóris preso em uma gaiola de arame com suas pequenas mãos nas barras do recinto. Em outras, dezenas de animais podem ser vistos amontoados em gaiolas de arame na rua, todos enrolados ou curvados e sem qualquer espaço para se sentarem com a coluna ereta e muito menos para escalar como fariam na natureza.

Os retratos são extremamente comoventes, mas o IAR espera que isso conscientize o público e faça as pessoas perceberem a brutalidade de transformar estes animais “fofos” em animais domésticos.

“O comércio de lóris lentos envolve um sofrimento e uma crueldade terríveis. Todos os dias, três lóris são caçados na natureza e, em média, um deles morre”, escreveu o IAR em um post no Facebook.

 

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Uma espécie, o lóris lento de Java, já está criticamente em perigo em grande parte devido ao comércio de animais considerados exóticos que, posteriormente, são criados como domésticos. Existe algo muito simples que todas as pessoas ao redor do mundo podem fazer para salvá-los: não compartilhar vídeos ou fotos que mostram lóris lentos como animais domésticos.

De acordo com o IAR, a demanda por lóris lentos está intimamente ligada a vários vídeos populares virais que mostram os animais que vivem em residências e, em alguns casos, recebendo “cócegas”. Isso faz com que os pequenos animais levantem os braços acima de suas cabeças e pode passar a impressão de que eles apreciam o estímulo, informou o The Dodo.

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Reprodução/IAR

Infelizmente, a verdade por trás dos vídeos não é nada atraente. Os lóris são violentamente arrancados das florestas – como seus nomes indicam, eles são mais lentos para fugir – e são colocados em sacos para serem transportados. Eles são frequentemente alimentados com dietas inadequadas, desenvolvem doenças ósseas ou metabólicas e não podem mostrar seus comportamentos noturnos naturais.

A espécie também possui glândulas venenosas em seus cotovelos que são usadas como um meio de defesa, levantando os braços e lambendo o local antes de morder.

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Reprodução/IAR

Porém, depois que os animais são retirados da natureza, muitas vezes têm seus dentes cruelmente rasgados ou arrancados em um procedimento doloroso realizado sem anestesia, para ficarem mais dóceis e impedidos de morder seus novos tutores.

É evidente que os vídeos de “cócegas” mostram os lóris levantando os braços para tentarem se defender das pessoas e mesmo quando isso não é exibido, estes vídeos populares incentivam grande parte do tráfico de animais, de acordo com o IAR. Por isso, o grupo lançou uma campanha de sensibilização chamada “Cócegas é uma Tortura” que enfoca na terrível realidade dos pequenos animais.

“Se você se deparar com um vídeo ou uma foto na internet de um lóris lento criado como um animal doméstico, por favor, saiba que, embora possa parecer bonito, o animal está sofrendo”, explicou o IAR em seu site, condenando a “moda online” que tem contribuído para o declínio da espécie.

“Esse comércio causa um sofrimento inimaginável e também é a maior ameaça para a sobrevivência da espécie que corre um grande risco de extinção”, completou.

 

BLITZ EDUCATIVA VAI ORIENTAR POPULAÇÃO SOBRE O COMÉRCIO ILEGAL DE ANIMAIS SILVESTRES EM MG

ARARAS – Espécie é uma das mais procuradas no comércio ilegal de animais silvestres (Foto: Carlos Henrique/Hoje em Dia)

 

Uma blitz educativa, que acontece nos dias 5 e 6 de outubro, pretende informar e sensibilizar motoristas, passageiros e pedestres no Norte de Minas sobre a caça, o comércio ilegal, a exploração de espécies da fauna silvestre e dos crimes ambientais relacionados a essas práticas. A ação preventiva será realizada nas rodovias BR-135, BR-251, BR-365 e MG-308, em Montes Claros.

Na ação, que será realizada pela Superintendência de estratégia e fiscalização ambiental, e com o apoio da Diretoria de Meio Ambiente e Trânsito da Polícia Militar de Meio Ambiente, serão distribuídos panfletos, folders informativos, liceiras e adesivos para carros. Além disso, no local das abordagens, haverá uma exposição com gaiolas, redes, lanças e outros materiais utilizados na caça ilegal, para que as pessoas conheçam os apetrechos dos criminosos.

De acordo com o chefe de Fiscalização da Fauna da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Daniel Colen, o Norte de Minas é apontado como uma das principais rotas para o comércio ilegal da fauna silvestre, com destaque para as cidades de Montes Claros, Januária e São Francisco.

Tráfico de animais

O tráfico de animais silvestres é uma atividade de alta lucratividade no mundo e, no Brasil, a extensa biodiversidade tornou-se um grande atrativo para a prática. Além dos danos irreparáveis à natureza, como a ameaça de extinção de várias espécies, outro grave problema é a crueldade a que os animais são submetidos.

Segundo um relatório da Renctas, organização não governamental que luta pela conservação da biodiversidade, 90% dos animais são mortos ou torturados no processo compreendido entre a captura e o transporte até o destinatário final.

Curso

Os técnicos que vão participar da blitz vão fazer parte da 4ª Capacitação em Fiscalização da Fauna. O objetivo do treinamento é capacitar os fiscais dos Núcleo de Fiscalização, Núcleo de Denúncias e Controle Processual, Núcleo de Cadastro e Registro da Semad, regional do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e Polícia Militar, em Montes Claros, nos assuntos relacionados ao uso irregular da fauna silvestre nativa.

Durante o curso serão tratados temas específicos como os procedimentos e técnicas necessárias para a execução de ações, biologia e identificação de avifauna, conhecimento sobre gestão de criadores de passeriformes silvestres (Sispass) e sobre os centros de triagem de animais Silvestres (Cetas), além da identificação de fraudes em anilhas de passeriformes.

O curso será coordenado pela diretoria de recursos faunísticos e pesqueiros da Semad e terá a participação do IEF e das polícias Militar Ambiental e Polícia Federal.

Fonte: Hoje em Dia 

Capixabas promovem ‘cãominhada’ para alertar sobre câncer de mama em pets

Além de palestras, sorteio de brindes, pula-pula e praça de alimentação, o evento também contará com um espaço reservado para a adoção de animais

Thaiz Blunck- Redação Folha Vitória

No próximo sábado (08), a Praia de Itaparica, em Vila Velha, recebe um evento diferente. A “2ª Cãominhada Educativa” é um evento sem fins lucrativos que tem como objetivo abordar o tema “Outubro Pet Rosa”, que faz um alerta para o câncer de mama e outros tipos de câncer em animais de estimação.

De acordo com uma das organizadoras, Josiany Chiabai, a ideia de abordar o tema surgiu quando ela perdeu uma cadela com câncer e resolveu juntar a campanha “Outubro Rosa” a uma outra direcionada aos pets.

“Já aconteceu uma Cãominhada, mas tínhamos como objetivo somente o bem estar do animal. Aí nesse período eu perdi uma cadela com câncer e veio o Outubro Rosa, aí resolvemos fazer uma nova para abordar esse tema. Queremos falar sobre as vantagens da castração e os perigos de outros tipos de câncer que eles podem ter também”, explica.

A “Cãominhada” começa às 17 horas e a participação é livre, qualquer um pode estar presente. Quem também quiser ir e colaborar, a cada 3 kgs de ração que for doado, o participante ganha uma camisa personalizada do evento. Tudo o que for arrecadado será destinado aos abrigos que também estarão participando da caminhada.

Além de palestras, sorteio de brindes, pula-pula e praça de alimentação, o evento também contará com um espaço reservado para a adoção de animais.

Câncer em animais

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Mesmo pouco conhecido, o câncer de mama em animais é considerado um dos mais comuns quando se trata do meio animal. De acordo com a médica veterinária oncologista Alice Corrêa Rassele Merísio, a genética é o principal fator para o aparecimento do câncer. No entanto, outros fatores também podem estimular.

“O fator genético é o principal, mas outras coisas como o uso de anticoncepcional, por exemplo, também podem estimular. Uma forma de prevenção é a castração precoce, que também evita várias outras doenças no animal”, explica.

A técnica de diagnóstico é parecida com a que já é conhecida pelas mulheres. De acordo com ela, a principal forma de diagnosticar é fazendo a palpação das mamas do animal.

“O melhor diagnóstico é a palpação das mamas, ao redor dos mamilos, para ver se sente algum nódulo. Às vezes pode ser bem pequeno, mas qualquer presença é importante que o animal seja levado ao veterinário, pois quanto o antes o diagnóstico, mais fácil fica o tratamento”, conta.

Fonte: Folha Vitória 

CEMA comemora um ano à serviço do seu melhor amigo

O mês de setembro foi marcado por festividade na clinica que recebeu amigos, parceiros e muitos pacientes para um momento especial.

Fundada em 28 de setembro de 2015, sob a gestão da Dra Helvana Fassina, Dra Daniele Fassina e Dra Aline Galante, a Clinica Especializada em Medicina Animal, comemorou um ano de funcionamento.  Unir o respeito pelos animais ao atendimento especializado e de qualidade, faz com que a CEMA tenha muitos motivos para celebrar.

O momento foi de descontração e muito carinho na recepção de cada convidado. A clinica contou com uma decoração bem colorida, balões e bolo para receber pacientes e parceiros como Estima, Pet Nobre, Vitória Pet, Pet Salut, Mouragro, Vida Animal, Revista BichoSA, Farmina e o adestrador Leonardo Tschaen que esteve presente dando dicas de adestramento gentil.

Saiba mais sobre a CEMA:

 

A CEMA segue um padrão de qualidade, com instalações modernas e estrutura completa que auxiliam num processo de prevenção, diagnóstico, tratamento e recuperação dos pacientes, proporcionando conforto, comodidade e segurança. Além das instalações a clínica 24 horas, conta com uma equipe capacitada a atender diversas especialidades como: Anestesiologia e clínica da dor, cardiologia, cirurgia geral, clínica médica, dermatologia, neurologia, odontologia, oncologia,  oftalmologia,  animais silvestres, diagnóstico por imagem,  medicina felina, medicina comportamental (terapia floral, homeopatia, fitoterapia).

Parabéns CEMA! Desejamos muito sucesso e muitos anos à serviço dos nossos melhores amigos.

ONG é multada após intolerância de vizinhos em SP

ONG funciona na casa de mulher em Assis (Foto: Reprodução/TV TEM)

Uma moradora de Assis (SP) que cuida de animais abandonados foi multada em R$ 20 mil porque um vizinho reclamou do barulho. A presidente da ONG SOS PET, Regina Fantinatti, cuida de 60 cães e 20 gatos. A Justiça também determina que os animais sejam retirados do local. Como ela não tem para onde levá-los vai recorrer da decisão.

“Estou esperando pra ver o que acontece. Eu quero doar, preciso, então quem quiser adotar um cão adulto, filhote, que me procure ou as voluntárias porque a gente precisa tirar”, diz a presidente.

Regina ainda trabalha como cabeleireira. É com esse serviço que ela consegue manter a ONG de proteção aos animais. Além dela, outros 10 voluntários ajudam com doações e também cuidando dos cães em casa. “Levantar cedo e por a mão na massa. É roupa para lavar, todo dia a gente troca as caminhas, limpa canil, limpa as baias. Dou remédio, faço curativo. Lavo os cães que não andam e fazem as necessidades. Todo dia tem que ser trocado tudo certinho.”

O problema é que esse abrigo para animais funciona no Jardim Europa, um bairro de Assis. Outras famílias moram em volta e o barulho dos animais incomodou um vizinho. A solução seria um abrigo municipal, mas a prefeitura de Assis não tem um local apropriado. Um programa de controle de animais nas ruas começou a ser implantado e 85 cães foram castrados

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“Quantos aos animais de fato que estão lá, a prefeitura municipal de Assis também não tem um local pra que possa levar esses animais, sabemos dessa responsabilidade, por isso nós já havíamos estudado um local para que a gente pudesse abrigar esses animais, então esses animais a prefeitura não tem um local para absorver eles”, explica o secretário de Meio Ambiente Fabiano Cavalcante.

A voluntária da ONG Sandra Lúcia Vieira de Aquino está preocupada com o destino dos animais. “A nossa luta é constante, o poder público está se isentando e a nossa cidade está se tornando um caos em relação aos animais. Essa ordem judicial com 80 cães pra ser colocados na rua porque a gente não tem um abrigo, não é falta da gente procurar o poder público porque a população vem com a gente, sabe que a gente procura, a gente pede atitude, pede um abrigo então tá complicado, se tornou caótica essa situação”, reclama.

Ainda de acordo com o secretário, existe um plano de construir um abrigo e um centro de zoonoses para prevenir doenças que podem ser transmitidas de animais para seres humanos, mas só no ano que vem e depende de verba do governo estadual. Enquanto isso os animais continuam dependendo da caridade das pessoas. “A solução mesmo é doar, a gente precisa doar e esperar uma solução da prefeitura, que precisa arrumar um abrigo pra gente”, acredita Regina.

Fonte: G1